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27/01/2012

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Meninas bebem mais que garotos no Brasil

Meninas bebem mais que garotos no Brasil A partir dos 14 anos que as meninas começam a beber mais que os meninos, segundo o estudo / Conrado/ Shutterstock
Por Metro Belo Horizonte - noticias@band.com.br

As adolescentes com idades entre 14 e 16 anos já consomem mais bebidas alcoólicas que os jovens do sexo oposto. Uma pesquisa realizada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mostra que o consumo de álcool já atinge cerca de 55% das meninas nessa faixa etária em todo o país.

Em comparação com os adolescentes da mesma idade, elas bebem 15% mais. Foram entrevistados na pesquisa 62 mil adolescentes com idades entre 10 e 16 anos, em 16 estados brasileiros. Segundo o estudo, é a partir dos 14 anos que as meninas começam a beber mais que os meninos.

Na faixa entre os 10 e 14 anos, as garotas são apenas 30% do grupo de adolescentes que bebem. Para o professor da UFMG e responsável pela pesquisa, Amadeu Roselli da Cruz, o descaso do governo e o crescimento da participação das mulheres na sociedade são as principais explicações para o resultado alarmante. "As mulheres ocupam cargos importantes, são empresárias e sustentam a família.

Logo, as jovens visualizam esse novo perfil e consomem bebidas alcoólicas cada vez mais cedo”, analisa o professor. Ainda segundo Amadeu, os adolescentes que consomem bebidas buscam no ato provar independência, se livrar do estresse diário, da pressão na escola, “afogar as mágoas” após o fim de um relacionamento – ou, simples mente, diversão.

A pesquisa é considerada por especialistas um alerta máximo e prova que existe pouco fiscalização na venda de bebidas nas noites das capitais do país. Adolescentes estão comprando bebida alcoólica livremente. “Bebo com minhas amigas, já tive vários porres e não ligo para isso”, conta J.F.W, uma estudante de 16 anos. Ela diz que a influência dos amigos foi decisiva para ela entrar para a estatística de adolescentes viciados em bebidas.

Segundo a comissária da Infância e Juventude em Belo Horizonte, Denise da Costa, há apenas 250 comissários para fiscalização da venda de bebidas a menores em toda a cidade.









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