Número de ocorrências, devido a proximidade com humanos, mais do que dobrou em relação ao ano passado
Com o aumento do fluxo de turistas durante a temporada de verão, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Florianópolis alerta para a alta nos acidentes envolvendo saguis e quatis na cidade. Apenas em 2025, já foram registrados 99 casos, mais que o dobro do número contabilizado no mesmo período do ano passado.
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Segundo a Vigilância Epidemiológica, os aumentos dos casos estão ligados à aproximação de pessoas para alimentar, tocar ou tentar tirar fotos com esses animais. Segundo dados da SMS, 84 ocorrências neste ano envolveram saguis e outras 15 quatis. Em 2024, foram registrados 34 casos com macacos e cinco com quatis.
Os quatis são animais nativos da região, encontrados em toda Florianópolis. Na Ilha do Campeche, eles se tornaram espécies invasoras, pois foram levados ou atraídos por pessoas, seja de forma intencional ou não, e hoje é um dos pontos com maior incidência. Já os saguis são considerados invasores em toda a Ilha de Santa Catarina e costumam circular principalmente por áreas de mata.
De acordo com Lani Martinello, diretora da Vigilância em Saúde da Capital, os saguis e quatis são animais silvestres e podem reagir de forma imprevisível. “Qualquer mordida ou arranhadura é considerada de risco para transmissão da raiva, uma doença grave e fatal aos humanos”, reforça a diretora.

O que fazer em caso de ataque?
Em casos de acidentes com animais, a orientação é buscar atendimento médico imediato em uma unidade de saúde. O tratamento inclui quatro doses da vacina antirrábica, a primeira no dia do incidente e as demais nos dias 3, 7 e 14, além do uso de soro ou imunoglobulina diretamente na lesão. Durante o atendimento inicial, também é avaliada a situação vacinal do paciente, com atualização das vacinas contra tétano e febre amarela, caso estejam desatualizadas.
O aumento do contato entre pessoas e animais silvestres está diretamente relacionado à oferta irregular de alimentos por parte da população. Segundo a bióloga da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Priscilla Tamioso, “a oferta de alimento também muda o comportamento dos grupos, deixando-os mais propensos a interações conflituosas e estimulando que se aproximem cada vez mais dos humanos”. A alimentação inadequada, como biscoitos, produtos industrializados e restos de lanches, causam danos diretos na fauna, podendo gerar doenças, desnutrição, alterações hormonais e dependência alimentar.
Para evitar acidentes, a recomendação é que moradores e turistas mantenham distância mínima de cinco metros dos animais e evitem qualquer tipo de interação. A orientação inclui ainda o armazenamento adequado de alimentos durante trilhas, o descarte correto de resíduos e o cuidado para não deixar sacolas abertas, já que embalagens e restos de comida atraem a fauna silvestre. Em locais com crianças, a atenção deve ser redobrada, já que a curiosidade pode aproximá-las dos bichos.
*Com revisão de Fernando Bortoluzzi
Ex-diretor da PRF Silvinei Vasques é preso no Paraguai após romper tornozeleira
Segundo a investigação, Vasques tentou usar o documento falso para fugir para El Salvador
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi detido nesta sexta-feira (26) em uma operação internacional, após ser encontrado com um passaporte falso, quando se preparava para deixar o Paraguai com destino a El Salvador, de onde pretendia embarcar rumo aos Estados Unidos. Ele foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão participação na trama golpista.





