Presidente venezuelano irá responder na Justiça dos EUA por crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã deste sábado (3) que os norte-americanos atacaram a Venezuela. Além disso, o presidente destacou que Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea.
Ainda segundo Trump, a operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos EUA. Por outro lado, o governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, acusou formalmente os Estados Unidos de uma “agressão militar” e declarou estado de emergência em todo o país nesta madrugada, conforme o horário local.
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A medida foi anunciada após uma série de fortes explosões serem ouvidas em Caracas, capital do país, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos de testemunhas e de agências de notícias internacionais confirmam o som de explosões e o sobrevoo de aeronaves militares em baixa altitude, o que deixou o espaço aéreo do país vazio de voos civis.
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, também anunciou o indiciamento de Maduro e a esposa, Cilia Flores, por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos. “Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi em uma rede social.
Presidentes comentam ataque à Venezuela
Em comunicado oficial, o governo venezuelano repudiou o que chamou de “gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos”. Segundo a nota, a ação constitui uma “flagrante violação da Carta das Nações Unidas” e teria como objetivo “apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais”. O governo afirmou que “não terão sucesso” e que o povo e o “governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania”.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana”, diz trecho do comunicado.
Em nota divulgada na rede social Truth Social, Donald Trump anunciou uma coletiva de imprensa para as 13h deste sábado (horário de Brasília). “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Agradeço a sua atenção!”, escreve o presidente norte-amiericano.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também divulgou uma nota, onde repudiou a ofensiva dos Estados Unidos e disse que os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, finaliza o comunicado.
*Com informações de Band.com.br
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