13 de janeiro de 2026
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Segurança

Dados da segurança apontam porque SC é o estado mais seguro

Imagem: TVBV.

Os homicídios reduziram 17,7% em 2025 e 25,9% em relação a média dos últimos quatro anos

Os dados foram divulgados durante entrevista coletiva, realizada na manhã desta terça-feira (13), na Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). As informações agruparam os resultados obtidos nos últimos anos pela Polícia Militar (PMSC), Polícia Civil (PCSC), Corpo de Bombeiros (CBMSC) e Polícia Científica (PCISC). Os números apontam a redução na maior parte das tipologias de crime e confirmam por que Santa Catarina é considerado o estado mais seguro do País. Um exemplo diz respeito ao número de homicídios que caiu 17,7% em 2025 e 25,9% em relação a média dos últimos quatro anos.

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As informações apresentadas mostram a queda de 75% do número de roubos a banco e 18,5% dos furtos de caixas eletrônicos no ano de 2025, em comparação a 2024. Em relação ao roubo e furtos de veículos, no mesmo período, a diminuição destes crimes representa 16,2% e 8,4%, respectivamente. Por sua vez a quantidade de assaltos caiu 17,6% e de furtos 6,2%. No que se refere a estelionatos o número vem crescendo desde 2022, passando de 96.375 casos para 103.584 em 2025.

Contudo no último ano a redução foi de 3,4%. “Esses estelionatos, praticamente 71% deles ocorreram em ambiente virtual. Fizemos um levantamento para encontrar quando exatamente o roubo passou a decrescendo em relação ao estelionato. A virada de chave ocorreu em meados de 2017, certamente porque viram que praticar o roubo indica confronto com a autoridade policial”, comentou o secretário de estado da Segurança Pública, Flávio Graff.

A violência doméstica está diminuindo no estado desde 2023, sendo que em 2025 a queda, em relação a 2024, foi de 2,2%. Já os feminicídios cresceram 2%, passando de 51 casos em 2024 para 52 no período seguinte. Vale destacar que se compararmos a média registrada nos últimos quatro anos a redução dos feminicídios em 2025 foi de 12,6%. Ainda existe o índice de 100% dos casos de feminicídios solucionados, com 98% tendo a atuação direta da segurança pública e 2% dos criminosos se entregaram de forma espontânea.

Nos casos de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, os números tiveram um acréscimo de 5,9%, mas a queda de 12,9% em comparação a média dos últimos quatro anos. Nas situações de lesão corporal seguida de morte a redução foi de 20,7%. O aumento da repressão também é visível no crescimento das mortes com o acréscimo de 36,6% no número de mortes em confrontos com os órgãos de segurança. Passando de 44 óbitos em 2022 para 100 em 2025. Segundo a SSP, 75% dos suspeitos tinham antecedentes criminais.

Ampliação das ações

Apenas a Polícia Civil realizou 1.780 operações em 2025, um aumento de 82% em comparação a 2023. No total foram 6.547 mandados de prisão cumpridos, 9.171 de busca e apreensão 111.531 inquéritos instaurados e 1067 pessoas presas em flagrante. O secretário explicou que o resumo apresentado indica que os trabalhos estão no caminho correto. “Precisamos melhorar em alguns pontos por que crime é um fato que sempre existirá independente de local e assim nos preparamos. Nós somos um estado de um país que é considerado um dos mais inseguros do mundo”. Ele relembrou que na América Latina o Brasil apenas tem números melhores do que a Colômbia e a Venezuela.

“Como unidade federativa recebemos todos os brasileiros de braços abertos, porém estamos atuando firmemente através das nossas forças policiais para garantir que aqui em Santa Catarina tenhamos, de fato, condições plenas de estarmos desenvolvendo a nossa rotina no dia-a-dia com tranquilidade e segurança”. Graff finalizou referenciando o trabalho da PMSC, PCI, PC e do CBMSC que foi fundamental para alcançar os números.

Apreensões

A repressão ao tráfico de drogas também foi ampliada e resultou na apreensão de 91.861 comprimidos de ecstasy, 1.371 frascos de lança-perfume, 31.100 microponto de LSD, 6.073 pés de maconha, 82.4 toneladas de maconha, 1.973 quilos de cocaína, 307 quilos de crack e 232 quilos de haxixe. As drogas foram tiradas de circulação em ações de rotina e operações dos órgãos de segurança. Além disso 2.354 armas não registradas foram recolhidas nas ações. As operações também focaram organizações criminosas que foram duramente atingidas. Desde 2023 a Polícia Civil realizou o bloquei de R$ 4,5 bilhões de bens.

Balanço Operacional

Durante o encontro com os jornalistas ainda foram divulgados os balanços operacionais das instituições. A Polícia Científica, por exemplo, destacou que 135.223 indícios foram periciados em 2025, dentre eles: 5.262 cadáveres, 25.008 amostras de drogas e 72.719 pessoas. No que se refere as perícias criminais os dados apontam que passaram de 116 mil, em 2022, para 138 mil em 2025. Este trabalho também apoiou a resolução dos mais variados crimes com 5.069 laudos para a determinação de autoria. Um exemplo são os 2.367 exames de DNA realizados.

Por sua vez o Corpo de Bombeiros divulgou que foram atendidas 211.261 em 2025, com o apoio direto para 67.860 vítimas. Além de salvar vidas o objetivo da instituição é preservar o patrimônio, com isso, foram mais R$ 3 bilhões em prejuízos foram evitados e 2.145 perícias realizadas. No que se refere a segurança das praias a instituição realizou 3.885 salvamentos e 3.843 crianças perdidas foram entregues aos responsáveis. Neste período foram registradas 45 mortes por afogamento nas praias, sendo que 34 ocorreram em locais não guarnecidos pelo CBMSC. Já os afogamentos seguidos de morte em rios e lagos foram 26 casos, com 25 situações em locais que não recebem a cobertura dos militares ou dos guarda vidas civis.

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