Espécies costumam aparecer mais em períodos quentes, especialmente antes e depois de chuvas prolongadas
O verão é a estação mais quente do ano e esse aspecto torna o período mais propício à aparição de animais peçonhentos, como aranhas, lagartas e escorpiões. Isso acontece porque eles se tornam mais ativos, por conta da maior oferta de alimento e aumento do metabolismo e da frequência de deslocamento para procurar parceiros para reprodução. A aparição dessas espécies são ainda mais comuns em períodos que antecedem e sucedem chuvas prolongadas. Diante deste período de maior incidência, a Secretaria de Estado da Saúde lançou um manual à população sobre como evitar acidentes com esse tipo de animal.
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“Animais peçonhentos possuem estruturas corporais adaptadas para inocular seu veneno, como os dentes das serpentes e as quelíceras das aranhas. Eles utilizam seu veneno principalmente para caçar suas presas e, em alguns casos, para se defender de predadores”, explica a bióloga do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (Ciatox/SC), Taciana Mara da Silva Seemann.
Mais de 6 mil casos em 2025
Casos de pessoas sendo atacadas por animais peçonhentos são comuns em Santa Catarina. Conforme dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), vinculado à SES, foram 6186 atendimentos em unidades de saúde em 2025. Em 2024, foram 6.031 atendimentos.
Cobras e aranhas são as mais comuns
Os animais peçonhentos com maior ocorrência em Santa Catarina são as serpentes – especialmente jararacas, corais verdadeiras e cascavel – e aranhas – marrom e armadeira. Também é comum a aparição de escorpiões (amarelo e marrom), lagartas (Lonomia obliqua ou taturana hemorrágica) e algumas espécies aquáticas (arraias, bagres e águas-vivas).
A distribuição ocorre em todo o estado, com destaque para a lagarta Lonomia obliqua no Meio-Oeste e Oeste e para o escorpião-amarelo na Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Norte. Acidentes com esses animais exigem avaliação médica imediata, sendo fundamental a identificação correta da espécie para o tratamento adequado.
Recomendações
- Manter gramados sempre aparados e evitar o acúmulo de entulho, lixo ou materiais inservíveis, que podem oferecer abrigo e fonte de alimento para animais peçonhentos, como roedores, baratas e outros insetos;
- Cobrir frestas de paredes, forros, muros e instalar telas em saídas de água nos terrenos;
- Limpar regularmente cantos de paredes, espaços atrás e dentro de armários e guarda-roupas;
- Verificar calçados, roupas e objetos antes de utilizá-los, especialmente se estiverem armazenados em locais de risco;
- Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs), como sapatos fechados, botas e luvas resistentes, ao realizar atividades em áreas de risco ou ao manusear materiais suspeitos.
Atendimento e orientação
Em caso de acidente, qualquer pessoa pode entrar em contato com o CIATox/SC para obter orientações, diagnóstico e indicação do tratamento adequado. O serviço funciona 24 horas por dia, atendendo profissionais de saúde e a população em geral, com informações educativas e preventivas. O atendimento é gratuito pelo telefone 0800-643-5252.
Jovem é morto por patrão após avisar que estava de mudança
Testemunha havia sido contratada pela vítima para realizar o frete dos pertences do funcionário
Um desentendimento entre um funcionário de uma lavoura e o patrão terminou na morte de um jovem de 22 anos de idade no interior de Abelardo Luz, no Oeste de Santa Catarina. O caso aconteceu no Assentamento Indianópolis, por volta das 19h40 desta terça-feira (13). O autor dos disparos, um homem de 30 anos, fugiu e não foi localizado até o momento pelas forças de segurança.















