Florianópolis e reconhecida mundialmente por suas belezas naturais, pelo potencial turístico e por um povo acolhedor. Infelizmente a cidade enfrenta um problema, algumas vezes recorrente, que vai muito além da estética urbana: o vandalismo. É triste observar pichações, depredação de equipamentos públicos e a destruição de espaços destinados ao lazer e à contemplação. Isso revela a preocupante falta de civilidade e educação de algumas pessoas.
Um exemplo recente e simbólico deste fato foi a destruição, nesta semana, de um totem com binóculo instalado no mirante do Morro da Cruz. O equipamento, pensado para permitir que moradores e turistas apreciassem a vista panorâmica da cidade, foi inutilizado em um ato grotesco de vandalismo. O prejuízo não é apenas financeiro, pago em última instância pela própria população, mas também cultural e turístico.
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O Morro da Cruz é um dos cartões-postais de Florianópolis, ponto de visitação frequente e o palco de uma das vistas mais emblemáticas da cidade. Quando um equipamento como esse é destruído, perde o turista, que deixa de vivenciar a experiência completa e perde o morador, que vê seu espaço público degradado. Acima de tudo perde o município, que precisa redirecionar recursos para consertar o que jamais deveria ter sido danificado, e ainda tem a imagem prejudicada por pessoas sem noção.
Pichações e atos de vandalismo não representam expressão artística nem protesto social legítimo. É um verdadeiro descaso com o patrimônio coletivo, falta de respeito com o próximo e ausência de consciência cidadã. Cada banco quebrado, cada lixeira destruída, cada totem vandalizado é um reflexo direto da fragilidade da educação social e do entendimento sobre o que significa viver em comunidade. Além disso, a degradação de espaços públicos afasta visitantes e enfraquece o turismo, um dos principais pilares da economia local. Florianópolis não pode se dar ao luxo de ver seus atrativos serem destruídos pela irresponsabilidade de poucos, enquanto a maioria arca com os custos.
Combater o vandalismo exige mais do que fiscalização e punição. Passa, sobretudo, pela educação, pelo fortalecimento do senso de pertencimento e pela compreensão de que o espaço público é de todos. Cuidar da cidade é um dever coletivo. Destruí-la, por outro lado, é um retrocesso que não pode ser normalizado. Atos como esse devem ser tratados com rigor, caso contrário, Florianópolis seguirá pagando um preço alto. Uma conta que demanda recursos públicos, a perda de qualidade de vida, identidade urbana e respeito mútuo.
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