Atividade melhora o condicionamento físico e mental, mas atenção aos sinais nas pernas é essencial para prevenir problemas venosos em corredores
A corrida é a atividade física mais praticada no Brasil, impulsionada pela facilidade de acesso, baixo custo e benefícios amplamente reconhecidos para o condicionamento físico e a saúde mental. Dados do Relatório de Tendências Esportivas do aplicativo Strava, plataforma que reúne mais de 280 milhões de usuários em todo o mundo, apontam que a modalidade segue em crescimento, superando outras práticas esportivas em número de adeptos. No entanto, à medida que o esporte ganha as ruas, parques e eventos pelo país, especialistas chamam a atenção para um tema ainda pouco discutido entre os corredores: o surgimento de varizes.
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Embora a corrida seja reconhecida por estimular o sistema cardiovascular, seu impacto sobre as veias das pernas levanta dúvidas e cuidados específicos. As varizes, doença venosa crônica que afeta principalmente as pernas, são comuns e podem causar sintomas como dor, sensação de peso, inchaço e cansaço nas pernas. Em quadros mais avançados, a condição pode comprometer tanto o desempenho esportivo quanto a qualidade de vida.
Impactos da corrida na circulação: mito ou verdade?
Correr regularmente contribui para a melhora do fluxo sanguíneo, fortalece o coração e auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, desde que a prática seja orientada e respeite os limites individuais. No entanto, o mito surge quando a atividade é vista como solução universal para a saúde circulatória. O impacto repetitivo, a sobrecarga nas pernas, treinos excessivos e até o uso inadequado de calçados podem favorecer o edema e tornar mais visíveis veias que já apresentam fragilidade, configurando um problema de varizes.
De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Mandelli, com mais de 30 anos de experiência, a corrida não é uma causa direta das varizes, mas pode intensificar sintomas em pessoas com predisposição genética ou histórico familiar da doença. “Por isso, o ideal é que quem pratica o esporte faça avaliações periódicas, especialmente se já sente dor, queimação ou nota veias mais dilatadas.”, explica.
Sinais de alerta para quem corre
Alguns sintomas merecem atenção tanto de iniciantes quanto de atletas experientes. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Inchaço recorrente após treinos;
- Dor ou sensação de peso nas pernas ao final do dia;
- Presença de vasinhos arroxeados;
- Veias saltadas ou tortuosas;
- Câimbras e formigamento noturnos.
Nesses casos, a avaliação médica é fundamental para diferenciar se a origem do desconforto é muscular ou venosa, uma distinção essencial para o tratamento adequado.
Prevenção e cuidados
A prevenção das doenças venosas pode ser integrada à rotina esportiva com medidas simples. O fortalecimento muscular, especialmente das panturrilhas e dos glúteos, é um dos principais aliados, já que esses músculos atuam como uma “bomba natural” no retorno do sangue ao coração. O uso de tênis adequados ao tipo de pisada, treinos progressivos, alongamentos e hidratação adequada também ajudam a reduzir impactos, sobrecargas e a tensão muscular.
Para quem já convive com varizes, os avanços da medicina oferecem tratamentos modernos, rápidos e minimamente invasivos, como laser e escleroterapia, que permitem recuperação ágil e retorno às atividades físicas. “Cuidar da saúde vascular é tão importante quanto investir em um bom tênis ou em um treino bem estruturado”, destaca Mandelli.
Com a corrida em plena expansão e cada vez mais associada à busca por qualidade de vida, observar os sinais do corpo e buscar orientação médica especializada são passos essenciais para manter o esporte como um aliado da saúde, e não um fator de risco silencioso.
*Com revisão de Bernardo Ebert
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