23 de janeiro de 2026
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Menos argentinos escolheram SC como destino nesta temporada, aponta pesquisa

Foto: Leonardo Sousa/PMF
Percepção dos ‘hermanos’ sobre a economia e valorização do real podem explicar mudança em relação ao ano passado

Após um aumento surpreendente no número de turistas argentinos que escolheram Santa Catarina como destino de viagem no verão de 2025, a temporada atual começou menos otimista. Dados compilados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) na primeira quinzena de janeiro mostram que o percentual de “hermanos” do total de visitantes caiu de 22% para 19% em 2026.

A queda é ainda mais acentuada em Florianópolis, onde a participação dos argentinos entre os turistas passou de 39% para 24%, sendo a cidade mais impactada. O dado reflete uma dispersão dos visitantes pelos destinos catarinenses, já que outros municípios registraram aumento proporcional, como Laguna (de 7% para 20%) e Imbituba (de 9% para 19%).

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Segundo os pesquisadores da Fecomércio, diversos fatores contribuíram para esse resultado. O Índice de Confiança do Consumidor Argentino, que mede o otimismo dos nossos vizinhos sobre a situação econômica, teve uma retração de 1,04% em dezembro, além do aumento do endividamento das famílias, que passou a representar 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina.

Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, a valorização do real ao longo de 2025 também pode ter influenciado esse cenário. A moeda brasileira acumulou alta de 11% em relação ao dólar no ano passado, tornando o Brasil um destino relativamente mais caro para os argentinos. “Na temporada passada, o Brasil estava muito barato para eles. Havia uma diferença enorme entre os preços praticados aqui e na Argentina. Neste ano, esse gap está bem menor, o que ajuda a explicar essa redução na presença deles nas nossas praias”, afirma Dagnoni.

Apesar da queda em 2026 na comparação com o ano anterior, o percentual de argentinos ainda é significativamente superior ao registrado em 2024, quando eles representavam apenas 10% do total de visitantes nas duas primeiras semanas do ano. Já observando apenas os turistas estrangeiros em Santa Catarina, os argentinos seguem predominando, com 81% do total. Os outros 19% são formados por uruguaios, paraguaios, chilenos e europeus.

Foto: Allan Carvalho/PMF

Gasto médio cai entre os turistas frente a alta na competitividade

A Fecomércio SC também identificou que o gasto médio por grupo de turistas também teve uma leve queda de 2% no período, passando de R$ 8.358 em 2025 para R$ 8.179 em 2026. Essa retração, no entanto, foi puxada principalmente pelo público brasileiro. Já o gasto médio do turista estrangeiro cresceu 4,6%, passando de R$ 11.532 para R$ 12.063.

Outra tendência apontada pela Fecomércio SC é o aumento da concorrência entre os prestadores de serviços turísticos. Segundo dados da Receita Federal do Brasil (RFB, o número de empresas de Atividades Características do Turismo (ACT) cresceu 23% entre 2024 e 2025. O levantamento considera 21 municípios do litoral classificados como “Municípios Turísticos” no Mapa do Turismo do Ministério do Turismo (MTur).

O ano de 2025 encerrou com 38.545 empresas ativas no setor. Das 7.150 novas empresas criadas no período, 665 foram apenas no segmento de alojamento, ampliando a oferta de leitos e a capacidade de recepção de turistas. Municípios menores registraram crescimento acima da média, como Jaguaruna (17%), Palhoça (15%), Itapema (13%) e Balneário Piçarras (11%).

           

             

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