3 de fevereiro de 2026
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Ocorrência

Morre menina de 7 anos que lutava contra câncer raro e agressivo

Foto: Redes sociais/Reprodução
Jovem precisou ser escoltada na BR-101 e levada às pressas de helicóptero para hospital em Curitiba

Uma menina de apenas 7 anos de idade que lutava contra um câncer raro morreu após realizar seu desejo de ver o mar e passar por uma corrida contra o tempo, com a ajuda das forças de segurança, para sobreviver. Júlia Soares Teixeira da Silva precisou ser levada às pressas a Curitiba no último domingo (1º), mas não resistiu e morreu nesta segunda-feira (2).

Júlia e a família moravam em Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, onde sua história de luta contra um carcinoma adrenal – câncer agressivo que atinge a glândula suprarrenal – comoveu a comunidade. No fim de semana, os pais a levaram para visitar a praia na região de Joinville, mas tiveram de levar a jovem às pressas de volta para o Hospital Erastinho, em Curitiba, onde realizava o tratamento especializado em oncologia pediátrica.

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Júlia começou a sofrer dores intensas durante o trajeto. Diante da gravidade da situação e do trânsito intenso na BR-101, a família precisou pedir a ajuda da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A solução encontrada para vencer o congestionamento foi acionar o helicóptero da PRF na capital do Paraná. Enquanto a aeronave se deslocava, uma equipe de policiais batedores escoltou o carro da família até o pátio do pedágio em Garuva, na divisa entre SC e PR.

Após a regulação médica necessária, a menina e a mãe embarcaram na aeronave e foram transportadas diretamente para Curitiba. Com o auxílio das autoridades, o tempo de deslocamento foi reduzido de duas horas para 20 minutos, o que foi determinante para o atendimento da criança. O helicóptero pousou no Aeroporto do Bacacheri, onde uma ambulância equipada com UTI móvel garantiu a segurança clínica de Júlia no trajeto por terra até a entrada no Hospital Erastinho.

Imagens: Polícia Rodoviária Federal (PRF)

Apesar dos esforços, a jovem morreu nesta segunda-feira, ainda internada em Curitiba. O falecimento foi comunicado pela mãe Taiane nas redes sociais. “Com o coração em pedaços venho informar que nossa princesa descansou”. Em outra mensagem compartilhada anteriormente, ela conta que a filha passou por intercorrências em uma cirurgia recente, e que a menina já “era um milagre” pela luta constante. “Acabou o sofrimento, minha filha. Brilha lá no céu, minha princesa. Você é o significado de guerreira”, disse o pai.

Júlia lutava contra o câncer agressivo há cerca de três anos. Ao longo do tratamento, ela passou por diversas cirurgias complexas, incluindo a retirada de seis tumores em um único procedimento, além de quimioterapia, protocolos experimentais e tratamento paliativo. Estima-se que a incidência do carcinoma adrenal seja de 1 a 2 casos por milhão de pessoas por ano, sendo considerado raro e com uma taxa de sobrevivência de 32-50% em 5 anos após a cirurgia de remoção.

O velório e sepultamento da menina ocorrenesta terça-feira (3), em Canoinhas no centro de velórios da Funerária Unissel. O sepultamento está previsto para a partir das 16h, no cemitério Jardim das Hortências.

           

             

Gabinetes de vereadores são alvo de buscas por suspeita de ‘rachadinha’ em Blumenau

Mandados são cumpridos em operação da Polícia Civil (PCSC)

Dois vereadores de Blumenau, no Vale do Itajaí, foram alvos de mandados de busca e apreensão pela Polícia Civil (PCSC) na manhã desta terça-feira (3). A ação é parte de uma investigação sobre a suspeita de um esquema de “rachadinhas” na Câmara Municipal. Entre os alvos das buscas está o gabinete do vereador Almir Vieira (PP).

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