3 de fevereiro de 2026
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Segurança

Praias de SC têm primeiro fim de janeiro sem afogamentos desde 2022

Foto: Allan Carvalho/PMF
Áreas sem cobertura de guarda-vidas são os locais onde mais ocorrem mortes

Pela primeira vez em quatro anos, a virada do mês de janeiro para fevereiro foi de tranquilidade nas praias de Santa Catarina. O Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) não registrou nenhum afogamento ou morte no período de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, algo que não acontecia desde 2022.

Nos anos anteriores, segundo o CBMSC, o mesmo intervalo acumulava casos mais graves. Em 2023, foram quatro afogamentos, um deles resultando em morte. Em 2024, houve um afogamento com recuperação e um óbito. Já em 2025, o período registrou dois afogamentos e duas mortes, ambas em praias não guarnecidas por guarda-vidas.

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Em 2026, o cenário é diferente. Fora zero ocorrências graves registradas nas áreas monitoradas e nenhuma vítima fatal nas praias. Segundo o CBMSC, o resultado é reflexo das ações preventivas, ampliação das orientações aos banhistas e da presença constante de guarda-vidas nos pontos de maior movimento, especialmente em dias de mar agitado e grande fluxo de turistas.

Mesmo com a semana histórica nas praias, o balanço geral da temporada aponta que o risco maior está concentrado em locais em áreas sem o monitoramento de guarda-vidas.

Temporada 2025/2026 (15 de novembro a 2 de fevereiro)
  • 50 afogamentos com recuperação em praias
  • 5 afogamentos em água doce
  • 2.139 salvamentos totais
  • 10 mortes em praias (6 em áreas não guarnecidas)
  • 10 mortes em água doce (100% em locais sem guarda-vidas)
Temporada 2024/2025 (mesmo período)
  • 57 afogamentos com recuperação em praias
  • 9 em água doce
  • 2.848 salvamentos totais
  • 14 mortes em praias (11 sem guarda-vidas)
  • 9 mortes em água doce (todas sem cobertura)

O comparativo mostra queda nas mortes em praias (de 14 para 10) e redução expressiva no número de salvamentos, indicando que a prevenção está impedindo que o banhista entre em situação de risco. Nesta temporada, 60% dos óbitos nas praias e 100% das mortes em água doce ocorreram em áreas sem monitoramento.

“A marca que vivemos agora é resultado direto de estratégia e presença. Mas o número zero só é possível quando o banhista escolhe a área protegida. Respeitar a sinalização e procurar um posto de guarda-vidas reduz drasticamente o risco de uma ocorrência grave”, concluiu o comandante-geral do CBMSC, cel. Fabiano de Souza.

           

             

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