4 de fevereiro de 2026
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Polícia solicita a internação do responsável pela morte do cão Orelha

Foto: Reprodução/Redes sociais

Outros quatro adolescentes foram citados no caso envolvendo o cão Caramelo e três adultos indiciados por coação de testemunha

A investigação que apurou e a morte do cão Orelha e os maus-tratos sofridos pelo cão Caramelo foi concluída, nesta terça-feira (3), pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Foi solicitada a internação de um adolescente, apontado como autor da agressão que resultou na morte do animal, e quatro adolescentes foram citados no caso envolvendo o cão Caramelo. O processo ainda teve o indiciamento de três adultos por coação a testemunha no caso Orelha.

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O caso do cão comunitário Orelha ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. Os laudos da Polícia Científica apontaram que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por um chute ou por um objeto rígido, a suspeita é que um pedaço de madeira ou uma garrafa foram utilizados na agressão. Orelha chegou a ser socorrido por moradores, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital, com apoio de uma força-tarefa que envolveu diferentes órgãos de segurança do Estado. Para identificar o autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens, captadas por 14 câmeras instaladas na região. No processo foram ouvidas 24 testemunhas e oito adolescentes chegaram a ser investigados. Entre as provas reunidas estão roupas usadas pelo autor no dia do crime, além da utilização de um software francês, que auxiliou na análise da localização do suspeito no momento do ataque.

Imagem: Reprodução/TVBV

Segundo a investigação, o adolescente acusado pela morte do cão Orelha saiu de um condomínio na Praia Brava por volta das 5h25 e retornou às 5h58, acompanhado de uma jovem. A informação contradiz o depoimento inicial do suspeito, que afirmou ter permanecido dentro do condomínio, na área da piscina. As imagens, somadas a testemunhos e outras evidências, comprovaram que ele esteve fora do local no período do crime.

A PCSC informou que o autor viajou para os Estados Unidos no mesmo dia em que os investigadores identificaram os suspeitos. Ele permaneceu no exterior até 29 de janeiro e ao chegar no Brasil foi abordado no aeroporto. Na ocasião, um familiar tentou esconder um boné rosa e um moletom, peças consideradas fundamentais para a investigação. O parente do adolescente alegou que o moletom havia sido comprado durante a viagem, contudo a versão foi desmentida pelo próprio acusado. A corporação reforçou que a investigação o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os processos foram encaminhados para o Ministério Público e para o Poder Judiciário, devido a gravidade do caso foi solicitada a internação do adolescente que seria o responsável pela morte do animal.

           

             

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