4 de fevereiro de 2026
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Saiba os próximos passos da investigação sobre a morte de Catarina Kasten

Foto: Redes Sociais/Reprodução
Jovem estudante foi morta no dia 21 de novembro enquanto ia para uma aula de natação

Os depoimentos do caso Catarina Kasten, estudante de 31 anos encontrada morta em uma trilha que dá acesso à Praia do Matadeiro, em Florianópolis, estão marcados para começar no dia 11 de março. A investigação em torno do assassinato da jovem terá início após quase quatro meses do caso, ocorrido em 21 de novembro de 2025, que gerou grande comoção na cidade.

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Com a coleta dos depoimentos, inicia-se a fase de produção de provas no processo criminal. Nessa fase, a justiça começa a reunir elementos essenciais para análise dos caso, como fala de testemunhas e outros meios de prova que irão embasar a decisão judicial ao final da ação penal. Após concluir a produção das provas, as equipes de acusação e defesa devem apresentar as manifestações finais, antes das decisões judiciais previstas em lei.

O suspeito, identificado como Giovane Correa Mayer, de 21 anos, está preso preventivamente desde o dia do crime e já confessou a autoria deste e de um outro crime de estupro, pelo qual também é investigado. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina no dia 1º de dezembro e responderá por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes. O processo tramita em sigilo, por envolver crime de natureza sexual.

O crime

O crime ocorreu no início da manhã de 21 de novembro, por volta das 6h50, quando Catarina entrou na trilha que dá acesso à Praia do Matadeiro, onde teria uma aula de natação. No meio do trajeto, foi atacada pelo suspeito, que a estuprou e depois a estrangulou, até que ela morresse por asfixia. Com Catarina já morta, ele escondeu o corpo e fugiu, com o objetivo de garantir a ocultação e a impunidade do crime sexual.

O sumiço foi notado pelo companheiro de Catarina por volta 12h, quando estranhou o fato dela não ter voltado para casa ainda após tantas horas. Ele acionou a Polícia Militar de Santa Catarina, que encontrou o corpo da jovem no meio da trilha. No mesmo dia, ele foi localizado e confessou o crime, sendo preso preventivamente.

O caso foi alvo de uma denúncia do Ministério Público no dia 1º de novembro. No processo, o promotor de justiça responsável pelo caso apontou que o crime foi cometido mediante emboscada, visto que o réu agiu de forma premeditada ao se esconder atrás de uma lixeira para observar a movimentação no local. Após o feminicídio, ele ainda teria ocultado o cadáver, ao arrastá-lo até uma área de difícil acesso e visualização, em meio à mata e às pedras, longe da trilha.

Comoção

O caso rapidamente virou um dos assuntos mais comentados no estado. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o caso foi utilizado como gancho para elaboração de uma carta para evitar feminicídios, batizada de “Carta por Catarina”. Até uma petição foi levantada para mudar o nome da Praia do Matadeiro, onde ocorreu o crime, para Praia da Catarina.

Além de ser pauta na política, a morte também causou grande comoção nas redes sociais, juntando sentimento de revolta e tristeza. Um dos momentos mais marcantes e emocionantes ocorreu três dias depois, em 24 de novembro. Colegas e professores da jovem, que fazia pós-graduação em Letras Inglês na UFSC, a homenagearam no Campus Trindade. Manifestantes fizeram uma passeata dentro da instituição pedindo justiça e o ato foi finalizado com a plantação de três mudas de flores e uma muda de manacá da serra, árvore nativa da Mata Atlântica que produz flores grandes de coloração branca e rosa. O protesto também teve a participação do companheiro de Catarina, que discursou emocionado.

           

             

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