5 de fevereiro de 2026
TVBV ONLINE
Segurança

Após aumento no RS, Bombeiros monitoram presença de águas-vivas nas praias de SC

Foto: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC)
Praia do Cassino, em Rio Grande, registrou 576 lesões por águas-vivas em um único dia

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) monitora o possível aumento na presença de águas-vivas nas praias do estado. No último domingo (2), 576 pessoas sofreram queimaduras de águas-vivas e caravelas-portuguesas na Praia do Cassino em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, sendo que 10 precisaram de atendimento médico e um caso foi considerado grave.

De acordo com a corporação, os casos de queimaduras em banhistas nas praias catarinenses são atualmente considerados pontuais. Entre 27 de janeiro e 2 de fevereiro, foram 832 lesões atendidas por guarda-vidas em toda SC. Segundo o aplicativo CBMSC Cidadão, três praias registraram a presença de águas vivas nesta quinta-feira (5): Guarda do Embaú, em Palhoça; Praia do Moçambique, em Florianópolis; e Praia Grande, em Governador Celso Ramos.

> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão

O aumento repentino da presença desses seres na costa gaúcha foi influenciado por ventos de sudoeste, associados à passagem de uma frente fria. Os casos no Rio Grande do Sul acendem um alerta especialmente para as praias do Sul catarinense, que é a região mais propícia para a presença das águas-vivas.

“O litoral sul de Santa Catarina é menos recortado e mais exposto aos ventos, facilitando o transporte de águas-vivas para a praia. A inclinação da costa e a forma retilínea da região contribuem para os altos índices de ocorrências, diferentemente do litoral norte, que possui uma geografia mais protegida”, esclarece o oceanógrafo, doutor em Ciências e professor Charrid Resgalla Jr., da Escola Politécnica da Univali.

Água-Viva Reloginho. Foto: Leo Lagos/CBMSC

Ventos influenciam a presença de cada espécie

Água-Viva Reloginho (Olindias sambaquiensis)

Essa espécie de água-viva é a mais frequente no estado. É quase invisível aos banhistas, o que aumenta o risco de contato. Os casos ocorrem ao longo de todo o ano, com picos no final do inverno e na primavera/verão. A maior incidência costuma ocorrer em fevereiro e nos finais de semana, pois conforme o número de banhistas nas praias aumenta, mais ocorrências são registradas.

Chamada popularmente de “Reloginho”, costuma permanecer na zona de rebentação e é trazida pelo vento sul. “Quando esse vento persiste por um ou dois dias, há maior probabilidade de ocorrências com águas-vivas”, explica o professor Charid. Essa espécie possui dois ciclos de vida por ano, com duração de 4 a 6 meses.

Caravela Portuguesa (Physalia physalis)

A Caravela Portuguesa é facilmente identificável por seu azul intenso e uma vela que a auxilia no deslocamento. Embora menos comum, seu veneno é mais potente, podendo causar náuseas, vômitos e reações graves que podem exigir atendimento médico. Ela é trazida pelo vento leste, oriunda do litoral nordestino do país. Em Santa Catarina, sua maior incidência ocorre em dezembro e janeiro, não sendo registrada ao longo de todo o ano.

Foto: Portal de Zoologia/CBMSC

Riscos aos banhistas

A lesão causada por uma água-viva não se trata de uma queimadura térmica, mas sim um envenenamento químico da pele. As águas-vivas possuem células urticantes chamadas cnidócitos, que contêm estruturas responsáveis por injetar toxinas quando entram em contato com a pele. Essas toxinas provocam dor, vermelhidão, inchaço e, em alguns casos, reações mais graves, como náusea e dificuldade respiratória.

O que fazer em caso de lesão por água-viva?
  1. Ao sentir ardência ou visualizar a água-viva na água, saia imediatamente do mar.
  2. Procure o posto de guarda-vidas mais próximo.
  3. Não use água doce, urina ou outros líquidos no ferimento. A urina é contraindicada porque sua acidez pode aumentar a sensação de queimadura e causar infecções devido à presença de bactérias.
  4. Lave apenas com água salgada.
  5. Solicite vinagre no posto de guarda-vidas. Ele é cientificamente comprovado para aliviar os sintomas.

Dependendo da gravidade, o guarda-vidas poderá acionar uma ambulância para atendimento médico. A orientação do CBMSC é para que banhistas fiquem atentos a pontos com a bandeira lilás na faixa de areia, que indica a presença de águas-vivas no mar, e evitem áreas com os animais mortos na areia.

           

             

Polícia confirma veracidade de vídeo de Orelha caminhando após horário das agressões

Imagens foram divulgadas pela defesa do adolescente apontado como suspeito

A Polícia Civil (PCSC) confirmou a veracidade do vídeo apresentado pela defesa do adolescente indiciado pelas agressões que resultaram na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Imagens divulgadas nesta quarta-feira (4) mostram o animal caminhando normalmente (veja abaixo) em uma rua da Praia Brava após o horário estimado das agressões pela investigação.

Continue lendo