6 de fevereiro de 2026
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Imagens de adolescentes na praia onde Orelha foi atacado são ilustrativas, afirma PCSC

Imagem: Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC)
Polícia diz que tem registro do momento em que jovem vai à praia sozinho, mas optou por divulgar vídeo de uma hora depois

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) informou nesta sexta-feira (6) que as imagens divulgadas do adolescente apontado como responsável pelas agressões ao cão comunitário Orelha, em Florianópolis, têm “caráter meramente ilustrativo”. Em nota, a corporação explica que a gravação feita próximo à orla da Praia Brava não corresponde ao momento em que os fatos teriam ocorrido.

O vídeo em questão foi produzido pela Secretaria de Estado da Comunicação (SECOM) e divulgado pela PCSC na última terça-feira (3), junto com os resultados das investigações sobre o caso de maus-tratos. As imagens de uma câmera de monitoramento mostram o adolescente – que foi indiciado e alvo de um pedido de internação provisória – em um deck, indo em direção à praia acompanhado de uma amiga. Em um segundo trecho, eles retornam em direção ao condomínio.

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Segundo a nota de esclarecimento, o adolescente indiciado entrou e saiu diversas vezes do condomínio para a orla da praia na madrugada de 4 de janeiro. Os registros divulgados pela polícia correspondem ao horário de 6h35, enquanto a investigação estima que as agressões a Orelha tenham ocorrido por volta das 5h30.

“Às 5h25, o adolescente apontado como autor do ato infracional saiu da piscina em direção à praia acompanhado de outros rapazes. Posteriormente, às 5h58, ele retornou à piscina, dessa vez acompanhado por uma amiga. Às 6h35, ambos saíram novamente para a praia e, às 6h37, retornaram à área da piscina”, esclarece a PCSC.

De acordo com a corporação, são quatro vídeos que registram a movimentação do suspeito naquela madrugada, mas apenas um foi escolhido para ilustrar a presença do adolescente no local e também as roupas que ele vestia, que foram decisivas para apontar o jovem como responsável pelos maus-tratos. “Ressalta-se que a referida imagem foi utilizada no vídeo com caráter meramente ilustrativo, para exemplificar uma das diversas imagens captadas pelas câmeras de monitoramento naquele dia”, continua o comunicado.

Imagem: Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC)

Segundo os delegados responsáveis pelo inquérito, durante depoimento, o suspeito afirmou que em nenhum momento havia saído de casa e que teria ficado na beira da piscina do condomínio com a outra jovem. “Esse foi o grande ponto de contradição nas declarações do adolescente. Ele não sabia que tínhamos as imagens dele saindo e voltando”, afirma o delegado Renan Balbino.

> Polícia confirma veracidade de vídeo de Orelha caminhando após horário das agressões

Ainda segundo a PCSC, o jovem mentiu e se contradisse diversas vezes durante o depoimento. Além das imagens e das roupas, a investigação reuniu outras provas do momento em que ele esteve fora do condomínio e próximo da praia, como o controle de acesso da portaria e o depoimento de testemunhas. Um programa digital francês também ajudou os investigadores a analisar a localização do celular do responsável durante o ataque fatal a Orelha.

O que se sabe sobre a garota?

A outra delegada que conduziu as investigações, Mardjoli Valcareggi, a jovem que aparece junto do suspeito nas imagens também foi ouvida durante a investigação. “Essa menina já foi ouvida e se descartou o envolvimento dela na agressão do cão Orelha porque ela não permaneceu com o adolescente a todo tempo e também não presenciou qualquer agressão ao animal, explica a delegada.

Com a conclusão do inquérito, as provas reunidas foram enviadas para análise do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que abriu também um procedimento próprio para apurar a morte do cão comunitário Orelha. Ambos os órgãos aguardam ainda a conclusão da extração dos dados dos celulares apreendidos de adolescentes. Segundo a PCSC, as “análises poderão corroborar os elementos probatórios já obtidos e até mesmo trazer eventuais novas informações”, conclui a nota de esclarecimento.

           

             

Caso Orelha: MPSC não vê relação entre coações e agressões ao cachorro

Investigação foi retirada da área de crimes ambientais e será analisada por Promotoria de Justiça criminal comum

O Ministério Público de Santa Catarina (MSPC) determinou nesta quinta-feira (5) a redistribuição do processo que analisa os possíveis crimes de coação no curso do processo e ameaça, investigados no caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. Segundo a 32ª Promotoria de Justiça, que atua na área de crimes ambientais, o caso não tem relação com os maus-tratos ao animal e deve ser analisado por uma promotoria de atribuição criminal comum.

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