Investigação apontou que o cão tinha os cuidados negligenciados, era frequentemente agredido e não foi levado ao veterinário quando atropelado
Um homem foi indiciado pelo crime de maus-tratos qualificados contra um cão no bairro Agronômica, situado na região central da capital. A investigação revelou que o suspeito não oferecia água e alimentação ao animal, o agredia e, quando o cachorro foi atropelado, não o levou ao veterinário, mesmo com ele ficando sem caminhar por dias.
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As diligências foram conduzidas pela Delegacia de Proteção Animal do Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC). Conforme a apuração realizada, o tutor do animal era usuário de drogas e se utilizava da figura do cachorro para pedir dinheiro na rua, tentando ganhar a empatia dos populares. Ao voltar para casa onde viviam, relatada como um locar insalubre pela polícia, ele não promovia os cuidados necessários ao animal, sendo que quem oferecia alimentação e água eram os vizinhos.
A denúncia contra o homem surgiu após um episódio de atropelamento do animal, que não foi levado pelo tutor ao hospital médico-veterinário depois do ocorrido. O animal ficou dias sem caminhar por conta das lesões e, após os relatos, que também indicavam frequentes episódios de agressão, foi resgatado pela Diretoria de Bem Estar Animal do município, onde foi diagnosticado com fraturas, submetido a cirurgia e tratamento.
O suspeito foi indiciado pelo crime de maus-tratos qualificados contra o animal, sendo o inquérito concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Caso seja condenado, ele poderá ser sentenciado a uma pena máxima de cinco anos de prisão, além de multa. Já o animal, chamado de “Milo”, foi adotado por uma nova família.
Caso Orelha: polícia deverá refazer depoimentos na investigação sobre coação e ameaça
MPSC deu 20 dias para que porteiro e vigilante de condomínio na Praia Brava sejam ouvidos presencialmente
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) determinou nesta segunda-feira (9) que a Polícia Civil (PCSC) colha novos depoimentos de duas testemunhas no inquérito que apura a coação de testemunha e ameaças no caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O órgão também se manifestou a favor que este procedimento seja colocado em sigilo.





