Ulisses Gabriel é alvo de um procedimento preparatório para coletar informações sobre atuação na investigação do caso do cão Orelha
O Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, afirmou que está “absolutamente tranquilo” em relação à instauração de um procedimento pelo Ministério Público (MPSC) para apurar a conduta do chefe da corporação no caso da morte do cão Orelha. A manifestação foi feita nesta quarta-feira (11), um dia após a instrução pelo MPSC.
Em nota, Ulisses diz que ainda não foi oficialmente notificado sobre a instauração do procedimento preparatório, mas que entende que a apuração se trata de falas feitas na coletiva de imprensa da PCSC no último dia 27 de janeiro. Na ocasião, foram prestadas as primeiras informações sobre a investigação sobre os maus-tratos contra o cão comunitário da Praia Brava, e também sobre coações e ameaça contra uma testemunha. O Delegado-Geral acrescenta que confia na atuação do MPSC.
“Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação. E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público. Todas as entrevistas nunca citaram nomes ou apresentaram fotos ou vídeos que identificam os investigados, sendo que que o inquérito policial que apurou a possível coação no curso do processo era público”, escreve a nota divulgada por Ulisses Gabriel, que acrescenta ver motivações ideológicas por parte de representações apresentadas ao MPSC.
MPSC apura conduta do Delegado-Geral da PCSC
Aª Promotoria de Justiça de Florianópolis instaurou nesta terça-feira (10) um procedimento preparatório para coletar informações sobre possíveis atos de improbidade administrativa e outros crimes supostamente cometidos pelo Delegado-Geral no âmbito do inquérito sobre o caso do cão Orelha. Esta instrução serve como base para justificar a possível instauração futura de um inquérito para aprofundar a apuração dessas suspeitas.
As condutas apuradas preliminarmente pela 40ª PJ são abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e improbidade administrativa, com base em representações recebidas pelo MSPC. As acusações envolvem a divulgação de informações sigilosas do inquérito, a atribuição de culpa a suspeitos antes da conclusão do processo, a divulgação de informações privilegiadas obtidas em função do cargo e também o uso de redes sociais para promoção pessoal.
> Ministério Público pede exumação do corpo do cão Orelha para perícia
O chamado “Caso Orelha” apura principalmente os maus-tratos que resultaram na morte do cão comunitário Orelha, que era cuidado espontaneamente há cerca de 10 anos na Praia Brava, no Norte de Florianópolis. O principal suspeito é um adolescente de 15 anos, que foi indiciado pela PCSC após a conclusão do inquérito no último dia 3 de fevereiro. Outros adolescentes também são investigados por maus-tratos a outro cão comunitário e também supostos furtos e depredações em quiosques da praia.
No mesmo caso, três adultos, familiares dos jovens suspeitos, foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo – um deles também pelo crime de ameaça – que teriam sido cometidos contra um porteiro que denunciou a conduta dos adolescentes. O caso resultou em duas investigações relacionadas, que estão agora sob novas diligências solicitadas pelo MPSC para aprofundamento das investigações.
VÍDEO: Alvo de operação da PF joga dinheiro pela janela em Balneário Camboriú
Buscas em Santa Catarina ocorrem em investigação sobre investimentos da RioPrevidência no Banco Master
Dois endereços em Balneário Camboriú e Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, foram alvo de buscas em uma nova fase da operação contra crimes financeiros cometidos pela gestão do Banco Master. As ordens judiciais nas duas cidades com o metro quadrado mais caro do país foram cumpridas pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (11).





