11 de fevereiro de 2026
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Operação internacional contra produção de vídeos de estupros tem alvos em SC

Foto: PF
Polícia Federal prendeu três suspeitos e cumpriu sete mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros

A Polícia Federal (PF), em cooperação com polícias de 20 países, deflagrou a Operação “Somnus” na manhã desta quarta-feira (11). A ação tem como objetivo desarticular um grupo responsável por produzir e compartilhar vídeos de abuso sexual contra mulheres sob efeito de sedativos. Três suspeitos foram presos temporariamente e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados brasileiros.

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As ordens judiciais foram cumpridas em endereços dos envolvidos nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Ceará, Pará e Bahia. Em SC houve um mandado de busca e apreensão no município de Camboriú, no Litoral Norte do estado. Durante as ações, foram apreendidos dispositivos de armazenamento de dados, celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados aos crimes.

Segundo o delegado Flávio Rolim, as investigações começaram em 2025, quando a PF recebeu informações da Europol – a agência de cooperação policial da União Europeia – sobre suspeitos de diversos países que estariam produzindo e compartilhando vídeos de abusos sexuais contra mulheres em estado de sedação. As apurações apontaram para a participação de sete brasileiros no esquema criminoso.

O delegado explicou que os suspeitos dopavam as vítimas com medicamentos sedativos e filmavam o crime de estupro. As investigações também revelaram que os investigados conversavam entre si sobre os medicamentos utilizados, o que demonstrou conhecimento sobre os produtos e os possíveis efeitos colaterais.

“Essa operação busca combater o fenômeno da violência contra as mulheres praticada no ambiente cibernético, onde, em casos extremos, busca-se a normalização da violência e até do estupro”, destacou Flávio Rolim.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro e propagação de conteúdo misógino. Caso sejam considerados culpados e condenados, eles podem ser presos por pelo menos 7 anos.

*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi

           

             

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