Quarta fase da Operação Tolerância Zero identifica 11 integrantes do grupo criminoso e mantém buscas por líderes ainda foragidos
Integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), uma facção criminosa, são alvo da 4°fase da Operação Tolerância Zero. A organização é responsável por participar de forma direta ou indiretamente da série de atos violentos ocorridos em 19 de outubro de 2024, na Grande Florianópolis. Na manhã desta quinta-feira (12), foram identificados mais 11 integrantes que são alvos de mandados de busca e apreensão. Dentre eles, 4 integrantes exercem função de comando no grupo, atuando no tráfico de drogas e na distribuição de armas de fogo para integrantes da facção.
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Nesta 4° fase, até o momento foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos e documentos que serão encaminhados para a realização de perícia. As investigações continuam para localizar e prender dois integrantes que possuem mandados de prisão ativo.
De acordo com a Polícia Civil (PCSC), durante as 3 primeiras fases da operação, foram identificados, indiciados e presos 41 integrantes do grupo investigado.
Relembre os ataques de 2024
Os ataques ocorridos no dia 19 de outubro de 2024 na Grande Florianópolis, foram uma resposta a uma operação da Polícia Militar no Norte da Ilha que resultou na morte de um suspeito e na prisão de cinco acusados de tráfico de drogas. Durante a tarde, foram registrados bloqueios em pelo menos 16 pontos de vias públicas e o incêndio de um ônibus, ações que paralisaram o tráfego em várias regiões da capital e cidades vizinhas.
Os ataques incluíram a colocação de barricadas com pneus e entulho em rodovias e avenidas, com foco principal na BR‑282 (Via Expressa) na divisa entre Florianópolis e São José, além de incidentes em avenidas centrais e bairros como Ingleses, Pantanal, Vargem Pequena e Costeira do Pirajubaé. Em São José, um ônibus urbano foi incendiado e situações semelhantes foram relatadas também na BR‑101, nas proximidades de Biguaçu. De acordo com a Polícia Militar, o objetivo dos criminosos era desviar a atenção da polícia para proteger outros integrantes escondidos na região.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) atuou em 17 pontos de barricadas, controlou os focos de incêndio e liberou as vias obstruídas, enquanto a Polícia Militar reforçou o policiamento para conter os atentados.
Autoridades e o governador de Santa Catarina se manifestaram sobre os episódios e reforçaram a atuação integrada das forças de segurança para conter a ação criminosa.
Facção criminosa
O Primeiro Grupo Catarinense (PGC) é a maior facção criminosa de Santa Catarina, responsável por liderar rebeliões em presídios, realizar assaltos, sequestros, homicídios e operar no tráfico de drogas.
Operação
A operação, é coordenada pelo Delegado de Polícia Antonio Claudio Jóca da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), e contou com o apoio de diversas delegacias especializadas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
Cerca de 80 Policiais Civis foram mobilizados para cumprir as ordens judiciais em São José e Palhoça, na Grande Florianópolis.
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O concurso anual de Marchinhas e Marcha-Rancho foi realizado em Florianópolis, nesta quarta-feira (11). A 23° edição do evento reuniu compositores, intérpretes e público para celebrar a tradição da música carnavalesca da Capital. Ao todo, 12 marchinhas e 12 marcha-rancho foram selecionadas para a disputa. As apresentações foram avaliadas por cinco jurados, com base em critérios como letra, melodia, afinação, criatividade, interpretação e performance.















