Justiça autorizou procedimento a pedido do MPSC, que busca um novo laudo confirmando a causa da morte e a extensão das lesões ao animal
O corpo do cão comunitário Orelha, morto em Florianópolis no começo de janeiro, foi exumado para perícia direta nessa quarta-feira (11). A informação foi confirmada pela Polícia Científica de Santa Catarina nesta sexta (13). Um laudo determinando a causa exata da morte e a extensão das lesões deve ficar pronto em até 10 dias.
O procedimento – que consiste na retirada do corpo da sepultura para ser examinado – foi autorizado pela Justiça a pedido do Ministério Público (MPSC), que conduz um inquérito para cobrir lacunas identificadas na investigação realizada pela Polícia Civil (PCSC). Segundo as polícias Civil e Científica, os agentes têm agido de forma célere para atender às novas diligências solicitadas pelo MPSC.
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“As instituições tem se empenhando ao máximo para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha e dos maus tratos ao Cão Caramelo”, afirmam as corporações em nota.
Orelha morreu no dia 5 de janeiro em uma clínica veterinária, um dia após a data estimada pela PCSC em que as agressões teriam ocorrido na Praia Brava. O profissional que realizou o atendimento afirmou que ele estava quase inconsciente e mal conseguia se manter em pé. Em depoimento à investigação, ele descreveu que “as lesões eram compatíveis com ação de instrumento contundente, como barra de ferro ou pedaço de madeira, e não apresentavam perfurações ou cortes”.
À PCSC, o veterinário disse mais de uma vez que “a única região lesionada era a cabeça, sem qualquer outra marca pelo restante do corpo do animal”, o que descartaria a hipótese de atropelamento. O relatório do atendimento veterinário ao cão foi obtido pela Polícia Científica e anexado junto a outros materiais de interesse da investigação. Após a morte, Orelha foi enterrado no Norte da Ilha e não teve o corpo novamente analisado até então.
Além da exumação, a Justiça autorizou outros 34 pedidos de diligências complementares feitos pela investigação do MPSC, incluindo novos depoimentos e a juntada de vídeos e imagens de interesse do caso. O procedimento acontece em duas frentes: uma na área do Meio Ambiente, que apura a conduta dos adolescentes apontados como suspeitos pelas agressões a Orelha e outras infrações na Praia Brava, e outra na área Criminal, que apura a coação de testemunhas e ameaça ao porteiro de um condomínio.
Surto do vírus Nipah levanta preocupações durante o carnaval no Brasil; entenda
Doença com letalidade de até 70% teve casos confirmados na Índia
A chegada do carnaval associada a notícias de que um vírus letal está em circulação em algum lugar no mundo não desperta boas lembranças nos brasileiros. Afinal, os primeiros casos de Covid-19 no Brasil foram registrados no começo de 2020, muito próximos do carnaval daquele ano, enquanto vários países já conhecia os efeitos da rápida transmissão do coronavírus. Desta vez, o surto do vírus Nipah, na Ásia, é que gera preocupação naqueles que pretendem se jogar na folia.





