O excesso de álcool no Carnaval deixa milhões de brasileiros com sintomas que vão de desidratação a irritabilidade, mas prevenção e cuidados simples ajudam na recuperação
Após os dias de folia do Carnaval, muitas pessoas enfrentam o desconforto da ressaca, que pode dificultar o retorno à rotina de trabalho e estudos. Dor de cabeça, enjoo, cansaço, desidratação e irritabilidade estão entre os sintomas mais comuns de quem exagera no consumo de álcool. Mesmo sabendo dos efeitos no dia seguinte, a maioria dos brasileiros ainda prefere buscar soluções depois do excesso, e não antes dele. Segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, estima-se que cerca de 78% das pessoas que bebem socialmente já tenham sofrido episódios de ressaca, número que sobe para até 90% entre aqueles classificados como “bebedores pesados”, segundo pesquisas recentes.
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Especialistas alertam que, apesar da frequência, a ressaca não deve ser encarada como algo trivial, pois indica o impacto do álcool sobre o organismo e pode mascarar padrões de consumo de risco quando normalizada como parte da rotina de festas ou encontros sociais.
O que fazer para aliviar a ressaca

Especialistas recomendam medidas simples que podem reduzir o desconforto:
- Descanso é fundamental: O primeiro passo é dar tempo ao corpo. O fígado precisa metabolizar o álcool, e o repouso é essencial para a recuperação;
- Reposição de líquidos: O álcool aumenta a produção de urina, favorecendo a desidratação. Beber água ao longo do dia ajuda a aliviar dor de cabeça e fadiga;
- Alimentação leve: Mesmo sem fome, é importante se alimentar. Frutas, arroz, purê e frango grelhado são exemplos de preparações leves que ajudam a repor energia e nutrientes, contribuindo para a recuperação;
- Medicamentos, só com orientação: Remédios para náusea, vômito e desconforto gástrico podem ser utilizados, desde que com orientação médica, para evitar complicações;
- Reanimar o corpo: Banhos mornos ou frios também podem ajudar a melhorar a sensação de mal-estar e reanimar o corpo.
Prevenção ainda é a melhor escolha
Apesar da busca massiva por “cura”, especialistas reforçam que a melhor estratégia continua sendo a prevenção. Entre as recomendações estão:
- Não misturar destilados com outros tipos de bebida;
- Intercalar o consumo de álcool com água;
- Alimentar-se antes e durante a ingestão de bebidas alcoólicas.
A orientação é clara: moderação no consumo e cuidados simples podem evitar o desconforto no dia seguinte, e reduzir a necessidade de procurar soluções de última hora.
Um estudo publicado em 2025 na revista Journal of Clinical Medicine apontou que a frequência das ressacas está diretamente associada à intensidade dos sintomas. A relação permaneceu significativa mesmo após o controle de fatores como quantidade de álcool consumida, idade, sexo e índice de massa corporal, indicando que a recorrência do consumo tem impacto próprio sobre o organismo.
Os resultados também desmontam a ideia de que quem bebe com frequência desenvolve “resistência” à ressaca. Segundo os pesquisadores, respostas fisiológicas como inflamação, desidratação e queda nos níveis de glicose continuam ocorrendo, ainda que o indivíduo perceba menos desconforto ao longo do tempo. Essa aparente tolerância pode levar à normalização dos sintomas e, consequentemente, mascarar padrões de consumo considerados de risco.
Por que a ressaca piora com a idade
Segundo o médico Jean (nome citado no levantamento), o fígado envelhece assim como a pele e o cabelo. Com o passar dos anos, as enzimas responsáveis por metabolizar o álcool passam a agir mais lentamente, mantendo a substância circulando por mais tempo no organismo.
Esse processo pode intensificar sintomas como dor de cabeça, náusea, vômito, sonolência e irritabilidade. Além disso, o uso de medicamentos mais comuns após os 40 anos, como antidepressivos e remédios para pressão arterial, pode reduzir ainda mais a capacidade de metabolização do álcool, ampliando os efeitos da ressaca.
Tragédia: 8 trabalhadores morrem em ônibus com destino a São Joaquim
A empresa estaria fazendo o transporte dos trabalhadores de forma irregular
O acidente ocorreu na madrugada de segunda-feira (16), na Br 153, no interior de São Paulo. O ônibus saiu da pista e tombou às margens da rodovia, como resultado oito pessoas morreram. O veículo transportava trabalhadores que iriam atuar na colheita da maçã em São Joaquim na Serra catarinense.





