19 de fevereiro de 2026
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Paulo Chagas

Deputada Paulinha defende protocolo estadual de proteção às mulheres

Abalada pela morte de Priscila Dolla, parlamentar cobra ações concretas, resposta rápida do Estado e criação de medidas integradas para prevenir a violência antes que ela resulte em novos crimes / Foto: Agência Alesc

A deputada estadual Paulinha manifestou forte emoção na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina ao comentar mais um caso de feminicídio no Estado, desta vez envolvendo sua amiga pessoal, Priscila Dolla, de 37 anos, assassinada pelo ex-companheiro em Rio Negrinho. Abalada, a parlamentar destacou que a tragédia evidencia uma dor real e próxima, reforçando que a violência contra a mulher não pode mais ser tratada apenas com indignação pública.

Ações concretas

Durante o pronunciamento, Paulinha defendeu que Santa Catarina avance para ações concretas de prevenção, afirmando que o feminicídio começa muito antes do crime, com sinais como violência psicológica, agressões ignoradas e falhas no acompanhamento das vítimas. Para ela, o principal problema não é a falta de leis, mas a ausência de execução eficaz e de respostas rápidas do Estado.

Proposta

Como proposta central, a deputada anunciou a criação de um protocolo estadual de proteção às mulheres, com medidas práticas para evitar que casos de alto risco evoluam para mortes. Entre as ações defendidas estão proteção imediata às vítimas, ampliação de casas-abrigo, fortalecimento das Delegacias da Mulher e das equipes investigativas, além de políticas preventivas nas escolas e melhor uso de dados públicos para orientar decisões.

Punição mais rigorosa

Paulinha também cobrou maior rigor na punição de agressores e reforçou que o combate ao feminicídio exige atuação integrada do poder público e da sociedade. Ao final, afirmou que a dor da família da vítima deve servir como motivação para mudanças concretas, reiterando o compromisso de trabalhar para que novos casos não se repitam.