Cerca de 40 pessoas seguem desaparecidas
Chegou a 37 o número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região de Juiz de Fora, em Minas Gerais, segundo números atualizados nesta quarta-feira (25). O cenário de calamidade tem ainda 38 pessoas desaparecidas, além de 440 de desabrigados, segundo a Defesa Civil do município.
Até o momento, o Corpo de Bombeiros (CBMMG) resgatou 13 vítimas com vida em Juiz de Fora. Mais de 140 bombeiros atuam nos resgates nas duas cidades mais atingidas. A prefeita Margarida Salomão anunciou a suspensão das aulas em todas as escolas da rede. Em sete horas, o volume de chuva na região equivaleu ao previsto para todo o mês de fevereiro.
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As fortes chuvas provocaram deslizamentos em mais de 200 pontos na cidade, que é formada por muitas encostas. De acordo com as autoridades locais, grande parte das mortes ocorreu por soterramento em áreas de morro. O Rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, transbordou, e houve também registros de soterramentos no entorno do curso do rio.
Em Ubá, a cerca de 100 quilômetros de Juiz de Fora, outras sete pessoas morreram, totalizando 30 vítimas fatais. Um vídeo mostra pelo menos três idosos deitados em colchões que boiam em um asilo alagado, enquanto vizinhos ajudam no resgate. Matias Barbosa também ficou debaixo d’água. Apesar dos alagamentos, não houve registro de mortes, e a prefeitura decretou estado de calamidade para agilizar o atendimento à população.
Volume de chuvas
Segundo o Tenente Henrique Barcelos, porta-voz do CBMMG, que concedeu entrevista ao Bora Brasil da Band, o gatilho para a tragédia foi a concentração atípica de precipitação: em apenas 7 horas, a região acumulou o volume de água esperado para todo o mês.
O portal Climatempo aponta que o mês foi extremamente chuvoso na região de Juiz de Fora, o que contribuiu para o cenário atual: os 579mm registrados até a precipitação recente superam em mais de três vezes a média histórica para a região em um mês de fevereiro.
Moradores dizem que não receberam alerta da Defesa Civil
Moradores de áreas de risco em Juiz de Fora relatam que não receberam mensagens de texto da Defesa Civil antes dos deslizamentos e enchentes que atingiram a cidade. O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que os avisos foram disparados para celulares cadastrados.
Segundo esses moradores, muitos foram acordados entre a noite de segunda (23) e a madrugada de terça-feira (24) pelo barulho da água e da terra deslizando, vendo carros serem arrastados e casas inundadas, sem qualquer alerta prévio no telefone. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ouvir relatos de que o aviso só chegou depois da tragédia.
Em um desses registros, uma pessoa descreve o desabamento de um apartamento e diz que há moradores ilhados: “O apartamento caiu, desmoronou, tem pessoas ilhadas lá dentro”. Outro vídeo mostra um barranco deslizando enquanto quem filma tenta deixar a área às pressas.
*Com informações de Band.com.br
Chuva intensa causa alagamentos e mobiliza resgates em Santa Catarina
Cidades da Grande Florianópolis e do Sul do estado registram volumes elevados de chuva e transtornos para moradores
Entre a noite de terça-feira (24) e a madrugada desta quarta-feira (25), municípios do estado registraram volumes expressivos de chuva, causando alagamentos em ruas e bairros e transtornos à população. Na Grande Florianópolis, Palhoça foi um dos municípios mais atingidos, com precipitação de 69,6 mm em 24 horas, segundo monitoramento da Defesa Civil de Santa Catarina. Seis bairros do município registraram enchentes, entre eles Caminho Novo, onde vídeos nas redes sociais mostram carros ilhados e moradores enfrentando dificuldades para se deslocar.










