26 de fevereiro de 2026
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Política

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo do filho de Lula e acaba em briga

Foto Geraldo Magela/Agência Senado
Votação levou a empurra-empurra e trocas de socos após manifestação de parlamentares governistas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (26), as quebras de sigilos bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido de elaboração de relatórios de inteligência financeira foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar (União/AL).

Lulinha, como é conhecido, é citado na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a realizarem, em 18 de dezembro de 2025, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

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Mensagens que a PF extraiu do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal operador do esquema criminoso, citam o repasse de ao menos R$ 300 mil para “o filho do rapaz” – que, segundo os investigadores, seria uma alusão a Lulinha. “A quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como o acesso ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) de Fabio Luís Lula da Silva, tornam-se imperativos técnicos para a CPMI do INSS”, afirmou Alfredo Gaspar ao justificar seu requerimento.

Em nota divulgada ontem (25), a defesa de Lulinha afirmou que o cliente não tem nenhuma relação com as fraudes contra os beneficiários do INSS, não tendo participado de desvios nem recebido quaisquer valores de fontes criminosas. “Diante da incessante campanha midiática reproduzindo dados parciais e sigilosos de uma investigação em andamento, entendi ser necessário requerer ao STF acesso à investigação”, revelou o advogado Guilherme Suguimori Santos.

O advogado informou que Lulinha se colocou à disposição do Supremo para prestar esclarecimentos, tão logo a defesa tenha acesso aos autos do processo. “O acesso aos autos ainda não foi concedido a Silva, o que impede qualquer outra manifestação atual, uma vez que trabalhamos com fatos e provas, não com o combate contra conjecturas inverificáveis”, argumentou o advogado.

Briga generalizada

Após a aprovação da quebra de sigilos, uma confusão generalizada tomou conta da sala onde ocorria a sessão da CPMI. Parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar contra o resultado, quando começou o tumulto com trocas de socos.

Membros da comissão precisaram ser separados. Entre os envolvidos na briga estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Lima afirmou ter recebido um dos socos e Correa admitiu tê-lo atingido quando estava sendo empurrado. Em seguida, o deputado se desculpou a Lima.

*Com informações de Agência Brasil.

           

             

Diretor de presídio é preso suspeito de favorecer apenado em troca de picanha

Investigado é policial penal e foi afastado do cargo pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social

O diretor do Presídio Masculino de Lages, na Serra catarinense, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (26) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). O investigado, que é policial penal, é suspeito de vazar informações sigilosas e usar do cargo para favorecimento pessoal em troca de vantagens, como peças de carnes nobres.

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