3 de março de 2026
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Com mais provas reunidas, investigações do Caso Orelha entram em nova fase

Orelha era um cão comunitário, cuidado espontaneamente por diversos moradores da Praia Brava, em Florianópolis, por cerca de 10 anos. Foto: Reprodução/Redes sociais
Promotorias de Justiça têm 30 dias para realizar ‘análise criteriosa e minuciosa’ das informações

As investigações do caso Orelha, cão comunitário morto em Florianópolis em janeiro deste ano, entraram em uma nova fase nesta segunda-feira (2). O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instituiu um grupo de trabalho técnico para realizar a análise aprofundada do vasto conjunto de provas coletadas nas novas diligências realizadas após a conclusão do inquérito da Polícia Civil (PCSC).

Após a conclusão do inquérito da PCSC, no último dia 3 de fevereiro, o MPSC requisitou a realização de 35 novos diligências, incluindo a exumação do corpo do cão Orelha, e outras 15 complementares. O volume expressivo de informações obtidas soma mais de mil horas de vídeos, dados extraídos de celulares apreendidos e outros elementos probatórios. Esta etapa tem um prazo de 30 dias e pode resultar no oferecimento de uma denúncias contra suspeitos.

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A investigação ocorre em duas frentes no MPSC. A 10ª Promotoria de Justiça, de atuação na área ambiental, apura os maus-tratos que teriam levado à morte de Orelha, e também aqueles cometidos contra o cão Caramelo, também na Praia Brava. Outras infrações supostamente cometida pelos adolescentes investigados também estão no bojo desta investigação.

Já a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, de atuação na área criminal, investiga os crimes de coação no curso do processo e ameaça, supostamente cometidos por familiares dos adolescentes envolvidos no caso. Ambos os procedimentos seguem sob sigilo. “Todo o conteúdo será submetido a uma análise criteriosa e minuciosa, com varredura detalhada dos registros audiovisuais — quadro a quadro — e dos dados digitais”, informa o Ministério Público.

O objetivo é garantir a elucidação completa dos fatos, com rigor técnico, responsabilidade e absoluto respeito ao devido processo legal, assegurando que nenhuma informação relevante deixe de ser considerada.”

Imagem: Reprodução

Novo laudo após exumação do corpo

O corpo do cão Orelha foi exumado em 11 de fevereiro para exames da Polícia Científica. No entanto, por conta do avançado estado de decomposição e esqueletização, comprometendo a análise de tecidos moles, o laudo restou inconclusivo para apontar a causa exata da morte. Ainda assim, os peritos descartaram qualquer fratura no esqueleto do animal, o que não significa que ele não tenha sido vítima de maus-tratos.

“A ausência de fraturas no esqueleto do animal não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo. A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte”, relata o laudo pericial.

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A Polícia Científica também identificou sinais de doenças e processos degenerativos típicos de animal idoso, como porosidade em parte dos ossos compatíveis com osteomielite, e espondilose deformante. Contudo, a análise aponta que esses eram processos antigo e não teriam relação com traumas causados por ação humana.

Orelha morreu no dia 5 de janeiro durante atendimento por um médico veterinário, que atestou que o animal foi vítima de “pancada contundente na cabeça”, que pode ter sido um chute ou por algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa. A investigação da PCSC apontou que ele foi agredido por um adolescente na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, bairro onde vivia e era cuidado voluntariamente por moradores.

           

             

Bolha de calor seguida de frente fria provocará temperaturas escaldantes e temporais

Termômetros devem chegar aos 40°C no Sul do Brasil durante ápice de massa de ar quente

Os termômetros em Santa Catarina podem chegar aos 40°C nesta primeira semana de março, devido a uma massa de ar quente que deve provocar uma “bolha de calor” em ao menos sete estados do Brasil. Previsões do tempo indicam que o ápice será na quinta-feira (5). No dia seguinte, o avanço de uma massa de ar frio volta a derrubar as temperaturas e aumenta o risco de temporais na região Sul.