Promotorias de Justiça têm 30 dias para realizar ‘análise criteriosa e minuciosa’ das informações
As investigações do caso Orelha, cão comunitário morto em Florianópolis em janeiro deste ano, entraram em uma nova fase nesta segunda-feira (2). O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instituiu um grupo de trabalho técnico para realizar a análise aprofundada do vasto conjunto de provas coletadas nas novas diligências realizadas após a conclusão do inquérito da Polícia Civil (PCSC).
Após a conclusão do inquérito da PCSC, no último dia 3 de fevereiro, o MPSC requisitou a realização de 35 novos diligências, incluindo a exumação do corpo do cão Orelha, e outras 15 complementares. O volume expressivo de informações obtidas soma mais de mil horas de vídeos, dados extraídos de celulares apreendidos e outros elementos probatórios. Esta etapa tem um prazo de 30 dias e pode resultar no oferecimento de uma denúncias contra suspeitos.
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A investigação ocorre em duas frentes no MPSC. A 10ª Promotoria de Justiça, de atuação na área ambiental, apura os maus-tratos que teriam levado à morte de Orelha, e também aqueles cometidos contra o cão Caramelo, também na Praia Brava. Outras infrações supostamente cometida pelos adolescentes investigados também estão no bojo desta investigação.
Já a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, de atuação na área criminal, investiga os crimes de coação no curso do processo e ameaça, supostamente cometidos por familiares dos adolescentes envolvidos no caso. Ambos os procedimentos seguem sob sigilo. “Todo o conteúdo será submetido a uma análise criteriosa e minuciosa, com varredura detalhada dos registros audiovisuais — quadro a quadro — e dos dados digitais”, informa o Ministério Público.
O objetivo é garantir a elucidação completa dos fatos, com rigor técnico, responsabilidade e absoluto respeito ao devido processo legal, assegurando que nenhuma informação relevante deixe de ser considerada.”

Novo laudo após exumação do corpo
O corpo do cão Orelha foi exumado em 11 de fevereiro para exames da Polícia Científica. No entanto, por conta do avançado estado de decomposição e esqueletização, comprometendo a análise de tecidos moles, o laudo restou inconclusivo para apontar a causa exata da morte. Ainda assim, os peritos descartaram qualquer fratura no esqueleto do animal, o que não significa que ele não tenha sido vítima de maus-tratos.
“A ausência de fraturas no esqueleto do animal não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo. A literatura especializada afirma que a maioria dos traumas cranianos não apresenta fraturas, porém ainda são capazes de levar os animais a morte”, relata o laudo pericial.
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A Polícia Científica também identificou sinais de doenças e processos degenerativos típicos de animal idoso, como porosidade em parte dos ossos compatíveis com osteomielite, e espondilose deformante. Contudo, a análise aponta que esses eram processos antigo e não teriam relação com traumas causados por ação humana.
Orelha morreu no dia 5 de janeiro durante atendimento por um médico veterinário, que atestou que o animal foi vítima de “pancada contundente na cabeça”, que pode ter sido um chute ou por algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa. A investigação da PCSC apontou que ele foi agredido por um adolescente na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, bairro onde vivia e era cuidado voluntariamente por moradores.
Bolha de calor seguida de frente fria provocará temperaturas escaldantes e temporais
Termômetros devem chegar aos 40°C no Sul do Brasil durante ápice de massa de ar quente
Os termômetros em Santa Catarina podem chegar aos 40°C nesta primeira semana de março, devido a uma massa de ar quente que deve provocar uma “bolha de calor” em ao menos sete estados do Brasil. Previsões do tempo indicam que o ápice será na quinta-feira (5). No dia seguinte, o avanço de uma massa de ar frio volta a derrubar as temperaturas e aumenta o risco de temporais na região Sul.





