13 de março de 2026
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Saúde

‘Pneumonia grave’: entenda diagnóstico de Bolsonaro e por que risco é maior em idosos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ex-presidente está internado em UTI com uma broncopneumonia bacteriana bilateral

O cardiologista Brasil Caiado afirmou, nesta sexta-feira (13), que o quadro de saúde de Jair Bolsonaro é delicado. Segundo o médico, o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral representa, possivelmente, a pior pneumonia já enfrentada pelo ex-presidente, que está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília.

“O quadro começou nessa madrugada. Tem um exame específico que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos”, afirmou. Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febre alta, calafrios, sudorese e queda na saturação de oxigênio. De acordo com a equipe médica, a infecção tem provável origem aspirativa e está sendo combatida com a administração de antibióticos por via venosa.

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Durante o detalhamento do estado de saúde de Bolsonaro, Brasil Caiado enfatizou a severidade da infecção nos pulmões do ex-presidente. “Pelo passado dele de várias comorbidades, a principal delas neste caso que nós suspeitamos é a esofagite, a gastrite e o refluxo gastroesofágico. Este refluxo, quando é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda grave”, afirmou o cardiologista.

Sobre a possibilidade de Bolsonaro deixar o hospital e retornar à Superintendência da Polícia Federal ou ao complexo da Papudinha, o médico foi cauteloso. A equipe de saúde aguarda a evolução do paciente nas próximas horas antes de qualquer projeção. “Ainda é muito cedo para falar em alta. Não temos como saber quanto tempo ele ficará internado. Nós precisamos da resposta do medicamento e também do próprio organismo se defendendo. Não acredito que ele volte [para a prisão] nos próximos dias”, pontuou Caiado.

Caso chama atenção para riscos em idosos

O diagnóstico do ex-presidente Jair Bolsonaro serve como um alerta para a gravidade das infecções pulmonares. Embora seja uma condição comum, a broncopneumonia exige atenção redobrada quando acomete idosos ou pessoas com comorbidades, podendo evoluir rapidamente para quadros críticos. A doença é geralmente causada por agentes infecciosos que invadem o sistema respiratório. As principais vias de contágio e causas incluem:

  • Bactérias e vírus: A causa mais comum é a inalação de microrganismos (como o Streptococcus pneumoniae ou o vírus da gripe) presentes em gotículas de saliva de pessoas infectadas.
  • Aspiração: Ocorre quando alimentos, líquidos ou secreções da própria boca/estômago são “aspirados” para os pulmões em vez de seguirem para o esôfago. Isso é frequente em idosos com dificuldades de deglutição.
  • Infecções secundárias: Muitas vezes, uma gripe ou resfriado mal curado enfraquece o sistema imunológico, permitindo que bactérias se proliferem nos pulmões.

Diferente da pneumonia lobar, que afeta um ou mais lobos inteiros do pulmão, a broncopneumonia é uma inflamação que atinge os alvéolos (estruturas onde ocorre a troca de gases) e os brônquios (tubos que levam o ar para os pulmões). Essa inflamação costuma se apresentar de forma “manchada” ou disseminada pelos pulmões, dificultando a oxigenação do sangue e causando o acúmulo de secreção.

O quadro é ainda mais preocupante em pacientes idosos pois o envelhecimento natural do sistema imunológico torna o corpo menos eficiente em combater invasores. Além disso, acarreta em diminuição na capacidade de tossir, que é o mecanismo de limpeza do pulmão; no surgimento de doenças pré-existentes, como diabetes ou problemas cardíacos e renais, que dificultam a recuperação; e também em sintomas atípicos, como febre baixa, confusão mental, fraqueza e queda de pressão arterial.

*Com informações de Band.com.br

           

             

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