25 de março de 2026
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Flávio Jr

Entre o paraíso e o colapso: o dilema do crescimento em Florianópolis

Imagem: PMF.

Entre o azul que contorna a ilha e o verde que ainda resiste nos morros, Florianópolis vive um momento de inflexão. A capital catarinense chegou a 587.486 habitantes em 2025 e recebeu cerca de 50 mil novos moradores nos últimos três anos. Este crescimento em ritmo acelerado, impulsionado pela tão sonhada qualidade de vida, paisagens naturais e vocação turística, supera o encanto e traz desafios de uma cidade que precisa se reinventar para acolher sem perder sua essência.

O mar, protagonista da identidade local, aponta caminhos. Existe um potencial ainda em expansão para empreendimentos voltados ao bem-estar, ao turismo sustentável e à economia criativa. A cidade precisa de espaços que dialoguem com a natureza, valorizem a cultura e ampliem a experiência de quem vive e visita a cidade. Florianópolis pode ser mais do que destino: pode ser referência em qualidade de vida à beira-mar e explorar todo o potencial marítimo. Uma iniciativa positiva está sendo a implantação do parque e marina na Beira Mar Norte, contudo existe muito mais para ser feito.

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No entanto, crescer exige mais do que beleza e intenção. As vias que conectam bairros e histórias já dão sinais de esgotamento. O fluxo intenso, especialmente nas temporadas, revela a urgência de investimentos em mobilidade urbana, planejamento viário e alternativas de transporte para acompanhar o ritmo da expansão populacional. Da mesma forma, o abastecimento, de água, energia e serviços essenciais, precisa evoluir para sustentar o presente e projetar o futuro.

Imagem: PMF.

No passado esse crescimento foi freado por “eco moralistas, que impediram que a cidade se preparasse. Com isso, enfrentamos hoje um equilíbrio delicado entre avançar e preservar. O desenvolvimento de novos empreendimentos deve caminhar lado a lado com políticas públicas estruturantes, capazes de garantir que o crescimento não comprometa aquilo que torna a cidade única. É preciso planejar para que o aumento populacional não se traduza em perda de qualidade de vida, mas em oportunidade de inovação. Florianópolis está diante de si mesma, como quem se olha no espelho do mar: bela, desejada e, agora, desafiada. Crescer é inevitável, a questão que é imposta é como crescer e para quem.

           

             

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