19 de abril de 2026
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Quais restaurantes do Pesadelo na Cozinha fecharam? Veja lista

Foto: Renato Pizzutto
Reality de Erick Jacquin revela desafios do setor; ao menos 18 estabelecimentos já encerraram atividades

Exibido pela primeira vez em 2017, o Pesadelo na Cozinha, comandado pelo chef Erick Jacquin, se tornou um dos realities gastronômicos mais marcantes da TV brasileira ao tentar salvar restaurantes em crise. No entanto, anos após a exibição, o saldo mostra que a maioria dos estabelecimentos participantes não conseguiu se manter em funcionamento.

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Levantamento com base nas três primeiras temporadas indica que ao menos 18 restaurantes encerraram as atividades, evidenciando que as mudanças promovidas pelo programa nem sempre são suficientes para garantir a sobrevivência dos negócios a longo prazo.

1ª temporada: poucos sobreviventes

A primeira temporada concentra o maior número de estabelecimentos que fecharam as portas. Entre eles estão Burg one, La Cabana, Los Molinos, Sal e Pimenta e Trilha da Costela, além de outros casos emblemáticos como Hooker, Fina Farina e Nahamalho.

O Escondidinho da Amada teve um desfecho marcado por mudanças pessoais: a proprietária vendeu o restaurante, se separou e retornou para a Bahia. Já o restaurante japonês Nahamalho, em Perdizes, não resistiu após enfrentar problemas de gestão e operação. Situação semelhante ocorreu com o Saia do Padre, na Pompeia, marcado por conflitos internos.

A tradicional Trilha da Costela, com 17 anos de história, também encerrou as atividades após dificuldades envolvendo gestão e higiene. Por outro lado, poucos estabelecimentos seguem ativos até hoje, como Najjah, Samosa & Company e Dedo de La Chica — exceções em meio ao alto índice de fechamento.

2ª temporada: pandemia e fatores externos pesam

Na segunda temporada, fatores externos tiveram papel ainda mais decisivo, especialmente a pandemia de Covid-19. O Pé de Fava passou por tentativas de adaptação, como mudança de marca e operação com marmitas e delivery, mas acabou encerrando as atividades. Parte da equipe seguiu no setor e deu origem ao restaurante “Do Litoral ao Sertão”.

O Alquimia Restaurante também fechou após não resistir aos impactos da pandemia, levando os proprietários a se mudarem para a Inglaterra em busca de recomeço. O Joka’s Grill encerrou o salão durante a quarentena e migrou para marmitas fitness em delivery.

Já o El Maktub teve a trajetória interrompida após dificuldades financeiras, pandemia e um assalto à família proprietária, levando ao fechamento e à criação de um novo negócio no local, o Boteco 647. Entre os poucos casos de evolução, a Hero’s Burger chegou a crescer após o programa, mas encerrou as atividades após a morte da proprietária, Sibele Soglia, em 2024.

3ª temporada: continuidade do cenário

Na terceira temporada, o cenário de dificuldades se manteve. O restaurante Kitanda foi o único entre os participantes que encerrou as atividades. Assim como em outros casos, o negócio enfrentou dificuldades financeiras agravadas pelo contexto da pandemia e não conseguiu se sustentar a longo prazo. A história do restaurante foi marcada pela morte da proprietária, Tânia Romão, fator que contribuiu para o encerramento definitivo das atividades.

           

             

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