Fenômeno chega ao máximo na madrugada do dia 23, com até 18 meteoros por hora
A chuva de meteoros Líridas atinge o pico na madrugada desta quinta-feira (23) e pode ser vista em todo o Brasil. O fenômeno ocorre durante a passagem da Terra pela trilha de detritos do cometa Thatcher.
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Líridas são como são chamados os meteoros deixados pelo cometa C/1861 G1 (Thatcher). As partículas, em geral do tamanho de grãos de areia, entram na atmosfera em alta velocidade e se incendeiam, formando os riscos luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”. O pico de atividade em 2026 ocorreu na madrugada desta quarta-feira (22), , com média de até 18 meteoros por hora em condições ideais de céu escuro, e se repete nesta quinta-feira. A observação conta com a baixa luminosidade da Lua, cerca de 27%, o que reduz a interferência durante a madrugada.
No Brasil, o fenômeno pode ser visto em todas as regiões, com melhores condições no Norte e Nordeste, onde o radiante da chuva — localizado na constelação de Lira — aparece mais alto no céu. O horário de observação começa por volta das 2h (horário de Brasília), com direção ao norte, próximo à estrela Vega. Segundo o projeto EXOSS, parceiro do Observatório Nacional (ON/MCTI), a configuração lunar deste ano favorece a observação da chuva de meteoros, já que o pico ocorre próximo ao período do Quarto Crescente, o que melhora a visibilidade do céu noturno.
Como é a ‘chuva’
As Líridas apresentam meteoros rápidos, com velocidade média de cerca de 49 km/s, e podem formar bolas de fogo quando fragmentos maiores entram na atmosfera. Apesar da atividade moderada, a intensidade varia ao longo do fenômeno. A chuva é uma das mais antigas já registradas, com relatos históricos de mais de 2.700 anos em registros chineses de 687 a.C. O cometa Thatcher tem órbita de aproximadamente 415 anos e não é observado da Terra desde 1861, com retorno previsto apenas para 2283.
*Estagiário sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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