Em 21 anos, sistema catarinense de transplantes já impactou mais de 26 mil vidas
Santa Catarina registrou, em 2025, a maior taxa de doadores de órgãos efetivos do Brasil, com 42,8 por milhão de população (pmp). Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), divulgados na última quarta-feira (6), o estado também teve a menor taxa de não autorização familiar para transplante do país, de 32%, o melhor resultado nacional.
Entre janeiro e dezembro de 2025, a Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), registrou 804 notificações de potenciais doadores, o que corresponde a uma taxa de 98,2 notificações pmp, mantendo Santa Catarina entre os líderes nacionais nesse indicador que é cpnsiderado estratégico. No mesmo período, a taxa nacional foi de 74,7 pmp.
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O governador Jorginho Mello celebrou o resultado apresentado, que reflete a consolidação de uma política pública estruturada. “A gente sabe que a doação de órgãos envolve uma rede complexa, mas que aqui no estado é muito bem amarrada pela SC Transplantes. É um momento muito delicado pra família que perdeu um parente estimado, que exige muita compreensão e conversa. É um gesto muito bonito, solidário e que salva muitas vidas”, disse Jorginho Mello.
Ao longo das últimas duas décadas, cerca de 26 mil pessoas em Santa Catarina receberam órgãos, tecidos ou células transplantados, proporcionando mais qualidade e nova oportunidade de vida. Pessoas de outros estados da federação também foram beneficiadas com doações realizadas no território catarinense.
“O SC Transplantes é uma Política de Estado que há muitos anos se destaca no cenário de doação e transplante no país e no mundo. Com a orientação do governador Jorginho Mello, seguimos aprimorando nossos serviços, com investimento na estrutura de atendimento e de transporte terrestre e aéreo que atende a população do território catarinense e de outros estados, de forma segura e célere”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Educação e capacitação
Em um processo complexo e sujeito a múltiplos desafios, o Estado foi o mais eficiente na conversão de potenciais doadores em doadores efetivos. Santa Catarina chegou a 43% na efetivação de doadores em relação ao número de notificações. O Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) também evidencia a força do sistema catarinense ao apontar que o índice de 42,8 doadores efetivos pmp — o maior do país — está entre os mais elevados da série histórica de SC. A taxa nacional ficou em 20,3 pmp.
Outro avanço relevante destacado no relatório anual é a expressiva redução da taxa de não autorização familiar, que caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025, o melhor resultado do país. Para a SES, esse desempenho é fruto de investimentos contínuos em educação permanente e capacitação das equipes de saúde, especialmente das áreas de terapia intensiva, emergência e setores críticos.
“Esses dados refletem a maturidade do sistema estadual de transplantes. Nos últimos 21 anos, por 15 fomos líderes isolados do processo de doação de órgãos para transplante no Brasil; e nos anos restantes fomos segundo colocado, o que mostra uma liderança incontestável. O conjunto desses dados revela que quem vive em Santa Catarina tem as melhores chances de receber um órgão ou tecidos quando precisar. O Governo de Santa Catarina tem muito orgulho dos resultados e gratidão às famílias doadoras”, explica o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade.
Posso ser doador?
Todas as pessoas podem doar órgãos e tecidos. Não é necessário deixar nenhuma autorização escrita, basta comunicar a família sobre o desejo da doação, pois ela só acontece após autorização familiar. A SES explica ainda que, após o consentimento da família, são iniciados o planejamento da logística, os procedimentos para remoção dos órgãos, seleção dos receptores mais compatíveis e, na sequência, distribuição dos órgãos para serem transplantados.
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