Vítima foi agredida por criminosos e deixada amarrada em casa em chamas
Um grupo investigado por agredir um homem e atear fogo em duas casas durante um assalto em Taió, no Vale do Itajaí, foi alvo da Operação Refúgio, realizada na manhã desta quinta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). A ação contou com a prisão do suposto mentor do crime e o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
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As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Taió e Pouso Redondo, no Vale do Itajaí. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), dois envolvidos no crime já haviam sido presos anteriormente, enquanto o suspeito de orquestrar o assalto estava foragido até esta quinta-feira. Os suspeitos são investigados pelos crimes de roubo majorado, incêndio doloso e coação de testemunhas.
Entenda o caso
O crime ocorreu na madrugada de 8 de fevereiro de 2026, em uma propriedade rural na Estrada Geral Palmital, na cidade de Taió. Na ocasião, o grupo de assaltantes invadiu uma residência em busca de dinheiro e ameaçou os moradores, questionando sobre a localização de um cofre. Como as vítimas afirmaram que não havia nenhum cofre, os criminosos amarraram um dos moradores, roubaram seu celular e o agrediram com uma coronhada na cabeça.
Em seguida, os assaltantes derramaram combustível e atearam fogo em duas casas da propriedade antes de fugirem do local. Diante disso, os demais moradores precisaram fugir da residência para se proteger das chamas, enquanto a vítima ficou amarrada em uma das casas.
Apesar da gravidade da situação, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) chegou rapidamente e resgatou o morador, que não chegou a ser atingido pelo fogo. As residências, no entanto, ficaram completamente destruídas.
As investigações do MPSC ainda revelaram que os suspeitos teriam coagido testemunhas durante as apurações, para que não fornecessem informações que pudessem identificar os criminosos. O homem apontado como mentor – preso nesta quinta-feira –, teria mudado de endereço diversas vezes como forma de dificultar a localização por parte dos policiais.
*Sob supervisão de Fernando Bortoluzzi
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