1 de junho de 2026
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Policial

Jovem é atropelada e arrastada por motorista de aplicativo após desentendimento em Florianópolis

Imagens: Redes sociais/Reprodução
Vítima teve ferimentos graves; Procon acionou a plataforma para prestar informações

Uma jovem de 21 anos ficou gravemente ferida após ter sido atropelada e arrastada por um motorista de aplicativo com quem havia pego uma carona em Florianópolis. O caso ocorreu após um desentendimento na madrugada do último sábado (30) e é investigado pela Polícia Civil (PCSC).

Segundo o relato da vítima, Mia Sphie da Silva Bisparo, os fatos ocorreram ao fim da corrida contratada no aplicativo 99, em frente à casa dela no bairro Canajurê, no Norte da Ilha. Além do motorista, a jovem estava no carro com mãe e dois amigos, que não se feriram.

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A discussão teria começado porque, no momento de pagar pela corrida, o celular de Mia estava sem bateria e ela não conseguiria pagar a conta de R$ 21,90 por PIX. Por conta disso, ela ofereceu uma nota de R$ 100 em espécie. A jovem relatou que percebeu o motorista “meio alterado”, agitado e raivoso.

Após sair do carro, o condutor atropelou e passou por cima de Mia e, segundo relato de testemunhas à PMSC, ainda acelerou o automóvel enquanto a vítima ainda mantinha contato com o veículo. A jovem ficou inconsciente e precisou de atendimento de urgência. Ela sofreu uma fratura grave no lado direito do rosto, além de ferimentos na sobrancelha, braços e no tórax.

“Eu sofri uma tentativa de homicídio. Isso é o nome, tentativa de homicídio. Um motorista de aplicativo do 99 pegou e passou com um carro por cima de mim. Ele tentou, literalmente, me matar”, relatou Mia em vídeo divulgado nas redes sociais.

O condutor fugiu do local sem prestar socorro, mas depois teria procurado contato com a vítima pelas redes sociais, afirmando que arcaria com os custos do tratamento. O caso foi registrado pela PMSC como lesão corporal na direção de veículo automotor.

“Eu podia ter morrido, gente. Hoje foi comigo, mas poderia ter acontecido com a mãe de vocês, com a irmã, com a filha”, afirmou a vítima. O caso segue sob investigação pela PCSC, que afirma que não identificou o suspeito até a manhã desta segunda-feira (1º).

O que diz a plataforma

Por meio de nota, a plataforma de corridas de aplicativo afirma que está à disposição para colaborar com as autoridades, se necessário. “A 99 lamenta o ocorrido e informa que possui uma política de tolerância zero para comportamentos ofensivos, atitudes agressivas e quaisquer outras formas de violência, especialmente contra mulheres. O motorista parceiro foi permanentemente bloqueado da plataforma e uma equipe busca contato com a passageira para acolhimento e orientação sobre o acionamento do seguro, que inclui atendimento psicológico e auxílio para despesas médicas”, escreve o comunicado.

O Procon Municipal de Florianópolis também notificou oficialmente a plataforma nesta segunda-feira (1º), para apresentar informações sobre a ocorrência no prazo de 48 horas. “Entre os esclarecimentos solicitados estão a identificação do motorista envolvido, os registros da corrida, informações sobre geolocalização e trajeto, protocolos de segurança adotados pela empresa, eventuais medidas aplicadas ao condutor e as providências adotadas após a ciência da ocorrência”, informou a Prefeitura da Capital. O órgão afirmou que analisará a documentação apresentada e avaliará a adoção das medidas administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

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