17 de junho de 2026
TVBV ONLINE
Policial

Instrutor de rope jump afirma não lembrar quem deveria checar corda

Imagem: Reprodução.

Cada participante pagava R$ 180 por salto a expectativa do grupo era realizar entre 80 e 90 saltos no dia do acidente.

A investigação sobre a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Sumaré (SP), ganhou novos desdobramentos após o depoimento de um dos instrutores responsáveis pela atividade. Preso preventivamente, o organizador afirmou à Polícia Civil não se recordar de quem deveria ter realizado a última checagem das cordas antes do salto que terminou em tragédia. O acidente, gravado em vídeo, ocorreu no último sábado (13) e segue sendo apurado pelas autoridades. Em depoimento, o instrutor classificou o episódio como uma fatalidade e disse ter dificuldades para entender o que provocou a falha que resultou na queda da vítima.

> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão

Segundo o relato, o grupo responsável pela atividade realizava encontros frequentes no município paulista e atuava há alguns meses no segmento de esportes de aventura. O organizador revelou ainda que a operação funcionava sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou qualquer tipo de registro empresarial. De acordo com as informações prestadas à polícia, cada participante pagava R$ 180 por salto. Também era oferecido um serviço opcional de filmagem com câmera 360 graus e edição de vídeo, ao custo adicional de R$ 110. A expectativa do grupo era realizar entre 80 e 90 saltos no dia do acidente.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

As investigações concentram-se agora nos protocolos de segurança adotados pelos organizadores e na montagem da estrutura utilizada para os saltos. Conforme o depoimento, a instalação dos equipamentos era dividida entre dois instrutores, que seguiam um sistema de conferência cruzada. Nesse modelo, um profissional realizava a montagem das cordas e amarras, enquanto o outro fazia a verificação final dos equipamentos. Apesar de afirmar possuir experiência e treinamento técnico na área, o organizador declarou não conseguir lembrar quem foi o último responsável pela checagem dos cabos antes do salto da jovem. “Eu passei lá para frente primeiro… depois disso já apagou da mente, não lembro. Não consigo me recordar se a responsabilidade era minha ou dele”, afirmou em trecho do interrogatório.

A Polícia Civil mantém o inquérito em andamento e continua ouvindo testemunhas e envolvidos no caso. Paralelamente, peritos analisam os equipamentos apreendidos no local para determinar se houve falha humana, erro na montagem ou defeito nos materiais utilizados. O objetivo é identificar exatamente o que provocou o desprendimento das cordas e dos mosquetões que deveriam garantir a segurança da participante.

Quando o céu vira palco: Esquadrilha da Fumaça promete encantar Florianópolis

No próximo domingo (21) os olhos vão se voltar para o céu de Florianópolis. A rotina será quebrada pelo encantamento de um espetáculo que une precisão, coragem e beleza: a apresentação da…