Líder do governo Lula no Senado foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) detalhou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o senador Jaques Wagner e o dono do Banco Pleno, Augusto Lima. Segundo a PF, em uma das frentes de investigação, o acusado teria comprado um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador, além de repasses milionários para empresas ligadas a familiares do senador.
Ainda segundo a investigação, Jaques Wagner enviou diretamente a Augusto Lima os dados de um apartamento no empreendimento Poème Horto, que teria sido comprado pela empresa Epítome S.A, utilizando “recursos de fundos vinculados ao grupo investigado”, o que, segundo a PF, seria uma estratégia para ocultar o beneficiário final.
Para os investigadores, um dos indícios é que meses depois Wagner teria pedido os dados do proprietário formal do apartamento para alterações arquitetônicas no imóvel, o que, segundo a PF, sugere que ele acompanhava o uso da unidade mesmo sem aparecer formalmente como dono.
Repasses milionários
A PF cita a BN Financeira Ltda., empresa ligada ao núcleo familiar de Jaques Wagner. Segundo a investigação, houve uma transferência de R$ 3,5 milhões para a empresa, além de conversas cobrando pagamentos pendentes e planilhas encontradas com registros de pagamentos acima de R$ 2,34 milhões para “Dudu”, que a PF associa ao enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins.
As investigações também apontam a participação de Bonnie, esposa de Eduardo, na estrutura societária da BN Financeira Ltda. e da BN Representações Tecnológicas Ltda. Eduardo é filho de Guilherme Henrique Sodré Martins, apontado como pessoa de extrema confiança do parlamentar.
A suspeita dos investigadores é que essas movimentações fizessem parte da entrega de vantagens econômicas ao entorno do parlamentar.
Atuação política em pautas de interesse do Master
A PF afirma ter identificado interlocução entre Augusto Ferreira Lima e Jaques Wagner em temas que interessavam diretamente ao Banco Master. Entre eles:
- Crédito consignado
Ampliação da margem consignável e do acesso ao crédito para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. A PF cita a atuação de Wagner na Emenda 30 da MP 1.106/2022.
Segundo a PF, houve troca de mensagens, ligações e envio de material relacionado à proposta que poderia impactar o Fundo Garantidor de Créditos, tema sensível para o Master.
- Venda do Master ao BRB
A PF também cita movimentações ligadas à operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. Os investigadores afirmam que Wagner aparece em conversas e articulações relacionadas ao tema.
- Retenção de passaportes
Como resposta, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas cautelares, incluindo a suspensão de atividades econômicas de empresas e a restrição de contatos entre os envolvidos.
O magistrado também ordenou a retenção de passaportes e a proibição de novos negócios para assegurar a integridade das investigações criminais em curso.
A Polícia Federal (PF) detalhou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o senador Jaques Wagner e o dono do Banco Pleno, Augusto Lima. Segundo a PF, em uma das frentes de investigação, o acusado teria comprado um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador, além de repasses milionários para empresas ligadas a familiares do senador.
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Ainda segundo a investigação, Jaques Wagner enviou diretamente a Augusto Lima os dados de um apartamento no empreendimento Poème Horto, que teria sido comprado pela empresa Epítome S.A, utilizando “recursos de fundos vinculados ao grupo investigado”, o que, segundo a PF, seria uma estratégia para ocultar o beneficiário final.
Para os investigadores, um dos indícios é que meses depois Wagner teria pedido os dados do proprietário formal do apartamento para alterações arquitetônicas no imóvel, o que, segundo a PF, sugere que ele acompanhava o uso da unidade mesmo sem aparecer formalmente como dono.
Repasses milionários
A PF cita a BN Financeira Ltda., empresa ligada ao núcleo familiar de Jaques Wagner. Segundo a investigação, houve uma transferência de R$ 3,5 milhões para a empresa, além de conversas cobrando pagamentos pendentes e planilhas encontradas com registros de pagamentos acima de R$ 2,34 milhões para “Dudu”, que a PF associa ao enteado do senador, Eduardo Mendonça Sodré Martins.
As investigações também apontam a participação de Bonnie, esposa de Eduardo, na estrutura societária da BN Financeira Ltda. e da BN Representações Tecnológicas Ltda. Eduardo é filho de Guilherme Henrique Sodré Martins, apontado como pessoa de extrema confiança do parlamentar.
A suspeita dos investigadores é que essas movimentações fizessem parte da entrega de vantagens econômicas ao entorno do parlamentar.
Atuação política em pautas de interesse do Master
A PF afirma ter identificado interlocução entre Augusto Ferreira Lima e Jaques Wagner em temas que interessavam diretamente ao Banco Master. Entre eles:
- Crédito consignado
Ampliação da margem consignável e do acesso ao crédito para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. A PF cita a atuação de Wagner na Emenda 30 da MP 1.106/2022.
Segundo a PF, houve troca de mensagens, ligações e envio de material relacionado à proposta que poderia impactar o Fundo Garantidor de Créditos, tema sensível para o Master.
- Venda do Master ao BRB
A PF também cita movimentações ligadas à operação de aquisição do Banco Master pelo BRB. Os investigadores afirmam que Wagner aparece em conversas e articulações relacionadas ao tema.
- Retenção de passaportes
Como resposta, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou medidas cautelares, incluindo a suspensão de atividades econômicas de empresas e a restrição de contatos entre os envolvidos.
O magistrado também ordenou a retenção de passaportes e a proibição de novos negócios para assegurar a integridade das investigações criminais em curso.
VÍDEO: Incêndio de grandes proporções atinge cafeteria em Santa Catarina
Bombeiros ainda apuram os danos; local estava em funcionamento no momento da ocorrência, mas ainda não há informações sobre feridos
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma cafeteria na tarde desta quinta-feira (18) no município de São Carlos, no Oeste de Santa Catarina. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o estabelecimento em chamas e uma quantidade considerável de fumaça escura tomando o céu da cidade.





