19 de junho de 2026
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O que esperar do Haiti contra a seleção brasileira

Retranca, força física e velocidade podem atrapalhar a Seleção Brasileira nesta sexta

A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira (19), às 21h30, contra o Haiti, como ampla favorita para conquistar mais uma vitória na Copa do Mundo. No entanto, a equipe caribenha mostrou na estreia diante da Escócia que pode representar mais dificuldades do que muitos imaginam. Apesar da diferença de tradição entre as seleções, o Haiti demonstrou organização tática, intensidade física e velocidade nos contra-ataques, características que exigirão atenção máxima dos comandados brasileiros.

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O desempenho da equipe contra os escoceses chamou a atenção especialmente pela disposição na marcação e pela capacidade de transição rápida ao recuperar a posse de bola. Um dos principais desafios para o Brasil pode ser justamente superar a provável postura defensiva dos haitianos. A seleção brasileira já encontrou dificuldades recentes contra equipes que atuam com linhas baixas e muitos jogadores atrás da bola. Sem espaços, jogadores como Vinícius Júnior e Raphinha tendem a ter menos liberdade para explorar sua principal característica: a velocidade pelos lados do campo.

A criatividade do meio-campo brasileiro também estará sob observação. Na estreia, o setor teve dificuldades para construir jogadas e encontrar alternativas diante de uma defesa bem posicionada. Contra o Haiti, a necessidade de quebrar a retranca pode exigir maior participação dos articuladores e movimentação constante dos atacantes. Outro aspecto que merece atenção é a força física dos haitianos. Durante o confronto contra a Escócia, a equipe mostrou intensidade nas disputas, pressão na marcação e grande entrega durante os 90 minutos. Caso o Brasil entre em campo em ritmo abaixo do esperado, poderá enfrentar dificuldades para controlar as ações da partida.

Imagem: Reprodução / FIFA.

Além disso, o Haiti conta com atletas experientes que atuam em ligas europeias, o que confere maturidade e qualidade técnica ao elenco. Nomes como Bellegarde, do Wolverhampton, Isidor, do Sunderland, e Pierrot, do Caykur Rizespor, ajudam a formar uma equipe acostumada ao alto nível de competitividade. A velocidade nos contra-ataques aparece como a principal arma haitiana. Sempre que recuperou a bola contra a Escócia, o time procurou acelerar as jogadas e atacar os espaços deixados pelo adversário. Por isso, a defesa brasileira precisará manter concentração constante para evitar surpresas. Entre os destaques individuais está o lateral-esquerdo Experience, considerado um dos jogadores mais técnicos e rápidos da seleção haitiana.

Rubem Providence. Imagem: FIFA.

Se confirmar o favoritismo, o Brasil deverá controlar a posse de bola e passar a maior parte do jogo no campo ofensivo. Porém, para transformar esse domínio em gols, precisará de paciência, criatividade e eficiência diante de um adversário que promete apostar na marcação forte e nos contra-ataques para tentar surpreender uma das favoritas ao título mundial.

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