2 de julho de 2026
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“Humilhação não é entretenimento”: TST critica reality de Viih Tube e Eliezer após polêmica

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Após críticas nas redes sociais, o programa “As Patroas”, que colocava funcionários em provas na mansão do casal, foi apagado das plataformas

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) criticou o reality show “As Patroas”, criado pela influenciadora Viih Tube e pelo marido Eliezer, após a repercussão negativa nas redes sociais e a retirada do primeiro episódio do programa do ar. O órgão afirmou que a exposição de empregados em situações constrangedoras pode configurar assédio moral e violar a dignidade no ambiente de trabalho, reacendendo o debate sobre os limites éticos entre entretenimento e relações trabalhistas.

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Repercussão nas redes e retirada do conteúdo

Após a publicação do primeiro episódio, o projeto passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, principalmente em relação à exposição dos funcionários e ao formato das provas. A repercussão negativa levou à remoção do conteúdo das plataformas digitais ainda no mesmo dia de estreia.

Em meio à polêmica, Eliezer afirmou que a participação dos funcionários não teria sido obrigatória e que os participantes estariam recebendo benefícios, além de redução de carga de trabalho durante as gravações. “R$ 60 mil reais, moto zero, 1 vezes por semana jantar no restaurante que escolhe por nossa conta, massagem. Nos dias de gravação (3 vezes por semana), não trabalham, só meio expediente e o dia não é descontado”, disse Eliezer, que aproveitou para dizer que não obrigou ninguém a participar. “Não foram obrigadas, nem coagidas a participar. Estão ganhando seguidores. Vai lá no perfil, já tem 100 mil. Elas estão felizes. Então é logico que todo mundo está achando muito estranho”, ironizou.

Apesar das justificativas, a pressão pública cresceu e o conteúdo foi retirado do ar, ampliando o debate sobre os limites entre entretenimento, poder econômico e relações de trabalho em produções de influenciadores digitais.

TST critica exposição de trabalhadores em formato de reality

Em publicação nas redes sociais, o TST afirmou que “humilhação não é entretenimento” e alertou que a exposição de funcionários a dinâmicas vexatórias pode caracterizar assédio moral. O tribunal reforçou que esse tipo de prática pode violar direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, especialmente o princípio da dignidade da pessoa humana.

A instituição também destacou que a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas, inclusive em relações de trabalho doméstico, ressaltando que o respeito deve ser uma obrigação em qualquer ambiente profissional.

Entenda o formato do reality “As Patroas”

O projeto idealizado por Viih Tube reunia funcionários da casa do casal em uma espécie de competição com provas semanais e premiações. A proposta incluía babás, cozinheira, motorista e outros empregados participando de desafios dentro da mansão dos influenciadores.

O reality teria 11 episódios publicados em plataformas digitais, com exibição prevista para duas vezes por semana. Em cada etapa, os participantes acumulavam pontos que definiam quem seria a “patroa da semana”, além de disputarem prêmios em dinheiro e benefícios.

Entre as provas apresentadas estava a busca por mil moedas de plástico escondidas em diferentes cômodos da residência em apenas 10 minutos, incluindo locais inusitados como lixeiras e áreas externas.

Premiações e dinâmica dos desafios

O programa previa recompensas que poderiam chegar a R$ 50 mil, além de prêmios menores distribuídos ao longo das competições. Também havia o chamado “desafio CLT”, no qual os funcionários acumulavam pontos semanais para disputar vantagens adicionais.

Entre as recompensas anunciadas estavam valores em dinheiro, experiências escolhidas pelo público e benefícios como jantares, massagens e ajustes na jornada de trabalho nos dias de gravação.

Com informações de Band.com.br

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