Professor teria abusado de mais de uma criança em escola de Itapoá, no Litoral Norte catarinense
Um professor de 50 anos foi preso preventivamente na última segunda-feira (6), em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, suspeito de abusar sexualmente de um aluno de 10 anos dentro de uma escola municipal. Além da prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do investigado e na instituição de ensino para apreender aparelhos eletrônicos que podem reforçar as investigações e identificar possíveis outras vítimas.
A prisão foi realizada pela Delegacia de Polícia da Comarca de Itapoá, com apoio de policiais civis da Operação Divisas. Segundo a investigação, o professor teria se aproveitado da função e da relação de autoridade exercida sobre o estudante para levá-lo a locais isolados dentro da escola, onde os crimes teriam ocorrido.
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Abusos e ameaça
De acordo com o relato da vítima, o primeiro episódio aconteceu em outubro de 2025. Na ocasião, o suspeito teria levado o menino a um banheiro da unidade de ensino, onde o constrangeu e realizou gravações de cunho sexual com um telefone celular. Ainda conforme a Polícia Civil, o homem teria ameaçado familiares da criança para impedir que o caso fosse denunciado.
Um segundo abuso teria ocorrido em novembro do mesmo ano. Conforme as investigações, o docente voltou a trancar o aluno em um banheiro, onde o agrediu fisicamente e praticou novos atos libidinosos.
Durante o interrogatório, o investigado negou as acusações. Ele afirmou que o estudante era “indisciplinado” e havia sido encaminhado à coordenação da escola, alegando que a denúncia seria uma forma de represália.
Além do mandado de prisão preventiva, policiais civis cumpriram buscas na residência do suspeito e na escola onde ele atuava. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia. A análise do material deve auxiliar na apuração das circunstâncias dos fatos e verificar se há outras possíveis vítimas. O inquérito policial tramita sob sigilo e deve ser concluído no prazo de 10 dias.
Prefeitura diz que servidor já estava afastado
Após a prisão do professor, a Prefeitura de Itapoá se manifestou por meio de nota oficial. O município informou que o servidor já estava afastado das funções há mais de um mês por um procedimento administrativo relacionado a fatos distintos dos investigados pela Polícia Civil. A administração também afirmou que acompanhará o caso e adotará as medidas cabíveis após ser oficialmente comunicada pelas autoridades.
Confira a nota oficial da Prefeitura de Itapoá:
“A Prefeitura de Itapoá informa que tomou conhecimento da prisão de um servidor investigado por fatos que estão sendo apurados pelas autoridades competentes. Esclarece que o servidor já se encontrava afastado de suas funções junto à Secretaria Municipal de Educação há mais de um mês, em razão de procedimento administrativo relacionado a fatos distintos daqueles que motivaram a investigação criminal em curso. A Administração Municipal manifesta absoluto repúdio a qualquer conduta que, em tese, configure crime ou violação de direitos, reafirmando que situações dessa natureza serão tratadas com o máximo rigor. A Prefeitura informa, ainda, que não teve acesso ao conteúdo da investigação, razão pela qual acompanha o caso exclusivamente com base nas informações oficialmente divulgadas pelas autoridades competentes. Tão logo seja formalmente comunicada, adotará todas as medidas administrativas cabíveis e prestará integral colaboração aos órgãos responsáveis.”
Incêndio em prédio deixa duas pessoas feridas e mobiliza bombeiros em são josé
Vítimas ficaram presas no segundo pavimento de uma edificação de uso comercial e residencial no bairro Roçado e foram resgatadas inconscientes
Um incêndio em um prédio de uso comercial e residencial mobilizou 17 bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) na noite de terça-feira (8), no bairro Roçado, em São José. Duas pessoas que estavam presas no segundo pavimento e foram resgatadas inconscientes após uma complexa operação de combate às chamas e encaminhadas para atendimento pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo os bombeiros, o prédio é construído de de alvenaria com dois pavimentos, onde funciona um estabelecimento comercial no térreo e apartamentos residenciais no andar superior. As primeiras informações recebidas pelas equipes indicavam que havia vítimas impossibilitadas de deixar o imóvel.





