Especialistas em meteorologia alertam para fenômenos intensos, desde chuvas fortes até secas severas
O fenômeno El Niño já começou oficialmente e a expectativa é que ele ganhe força e se torne o mais forte das últimas décadas, segundo meteorologistas. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), informou que o “Super El Niño”, como está sendo chamado pela intensidade, se formou no Pacífico tropical, fazendo com que a entidade emitisse um alerta sobre as alterações climáticas no mundo todo. No Brasil, o comportamento dele será bem distinto em algumas regiões.
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Efeitos no Brasil
Na região Sul, as temperaturas aumentam consideravelmente e são esperadas chuvas severas, causando risco para alagamentos, inundações e deslizamentos. Em Santa Catarina, a Defesa Civil emitiu um comunicado, onde informa sobre as alterações no tempo, especialmente nos próximos três meses.
De acordo com um relatório apresentado pelo órgão no 244º Fórum Climático Catarinense, o fenômeno já interferiu no tempo no inverno. A estação, que geralmente é marcada por secas, teve mais chuva que a média histórica. Até outubro, a previsão é de que as temperaturas aumentem e a precipitação seja ainda maior, especialmente em agosto, quando os níveis já são elevados, aumentando a atenção para possíveis ocorrências.
No Norte, por sua vez, a expectativa é que o sistema cause efeito contrário, com maiores períodos de seca. O meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilvan Sampaio, explicou em entrevista ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que as duas condições podem afetar severamente a agricultura. Ele também disse que o ministério vai publicar um boletim para monitorar de perto o desenvolvimento do El Niño.
Ameaça a América Latina
Os demais países da América Latina também estão ameaçados pelo fenômeno. Na Argentina, México, Peru e parte do Chile, as temperaturas devem aumentar e as precipitações tendem a ter índices mais elevados durante o período de influência do El Niño, que pode ocorrer até abril de 2027.
Já nos países da América Central, Colômbia, Equador e a outra parte do Chile devem ter chuva em menor quantidade, com possibilidade de longos períodos de seca. O que causa um alerta para a manutenção de níveis adequados nas reservas hídricas.
O El Niño
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento modifica a circulação atmosférica e altera o regime de chuvas e temperaturas em diversas partes do planeta.
Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de chance do fenômeno alcançar intensidade muito forte entre os meses de outubro e novembro. As projeções indicam ainda que ele deve permanecer ativo, pelo menos, até o outono de 2027.
Historicamente, o El Niño está relacionado a temperaturas acima da média no Sul do Brasil e ao aumento da frequência de eventos de chuva intensa, especialmente durante a primavera. De acordo com a Defesa Civil, junto com a expectativa de um episódio de forte intensidade, cresce também a possibilidade de impactos relacionados a tempestades severas, inundações e outros eventos hidrológicos, exigindo atenção da população e acompanhamento constante das previsões e dos avisos emitidos pelo órgão.
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