Ivonete Alves, de 56 anos, foi morta no final de 2026 e ficou dois meses desaparecida, até o réu revelar o local de desova
O homem que matou Ivonete Alves, de 56 anos, em dezembro de 2022, foi condenado a 15 anos e dez dias de prisão pelo crime. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (6), no Tribunal do Júri da Comarca de Içara, no Sul do estado, e acabou com a sentença do homem por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
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Segundo a denúncia, protocolada pelo Promotor de Justiça Guilherme Back Locks, o crime aconteceu na noite de 15 de dezembro, quando, por volta das 21h, o homem, de carro, foi ao encontro da vítima, na SC-445. Ela entrou no veículo e foi com o acusado até um terreno afastado e com pouca iluminação. Lá eles tiveram relações sexuais e, em seguida, a mulher foi morta.
Conforme sustentado, após matá-la, ele pegou Ivonete e a colocou dentro do carro, fato que foi comprovado posteriormente pela presença de sangue no veículo. Em seguida, o acusado dirigiu até Balneário Rincão, onde desovou o corpo. Apenas dois meses depois, quando já estava preso suspeito do crime, ele colaborou com as autoridades e indicou o local em que deixou a vítima. Após buscas com apoio de cão de faro, parte dos ossos foi localizada e identificada através de material genético.
A autoria foi confirmada depois que exames periciais confirmarem que o sangue encontrado no carro do réu pertencia a Ivonete. Imagens de câmeras de videomonitoramento que mostraram o réu passando pela rodovia no momento que a mulher foi buscada também foram usadas como prova, assim como os dados do aparelho celular do homem que confirmaram que ele esteve na área onde o corpo foi deixado.
O caso foi julgado nesta quinta, em sessão que contou com a presença da família de Ivonete. O MP defendeu e obteve as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o crime foi cometido em local afastado e pouco iluminado, impedindo que a mulher pudesse se defender ou pedir socorro, bem como a qualificadora de feminicídio, crime praticado contra mulher em razão do sexo feminino. O réu teve negado o direito de recorrer da decisão em liberdade e foi encaminhado ao presídio para o início imediato do cumprimento da pena.
Homem que insultou médico venezuelano e judeu vira réu por injúria racial
Suspeito chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após audiência de custódia e responderá em liberdade
O morador de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, que insultou de forma reiterada um médico por sua origem e religião foi denunciado por dois crimes de injúria racial pelo Ministério Público de Santa Catarina. O caso aconteceu na noite do último sábado (1º), na Unidade de Pronto Atendimento do município, e resultou na prisão do réu. Ele foi solto após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.





