Relatório da NOAA indica 69% de chance de ser o mais forte desde 1950
O El Niño que se formou em 2026 tem quase 70% de chance de ser o mais forte desde o início dos registros modernos, em 1950. O dado foi apresentado nesta quinta-feira (13) na última previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), órgão que monitora a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial.
Segundo o relatório, há probabilidade de 90% ou mais de que o El Niño atinja intensidade Muito Forte entre setembro e outubro deste ano. Esse patamar deve ocorrer caso as temperaturas das águas do Pacífico atinjam anomalia igual ou superior a 2,5 °C.
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Ainda segundo o monitoramento, o fenômeno já se aproxima do patamar de Forte intensidade e, assim como a previsão já indica, deve continuar ganhando ainda mais força entre o fim do inverno e o início da primavera, no mês de setembro. Em julho, a temperatura média da superfície do mar na região monitorada no Pacífico ficou em 1,4 °C acima da média, valor que caracteriza atualmente o fenômeno como um El Niño Moderado a Forte.
No monitoramento semanal, publicado na segunda-feira (10), o valor já chegou a 1,8°C de anomalia, tendência que precisa persistir ao longo do mês para que o fenômeno seja classificado como Forte (acima de 1,5°C). Já a probabilidade de que o El Niño persista na intensidade Muito Forte até o fim deste ano também segue alta: 95% entre outubro e dezembro.
Até agora, os fenômenos mais intensos já registrados são:
- 2015–16: +2,6 °C
- 1997–98: +2,4 °C
- 1982–83: +2,2 °C
- 1972–73: +2,1 °C
O atual episódio teve seu início em junho e os primeiros reflexo no clima no Brasil já foram percebidos na Região Sul, com volumes de chuva entre 30 e 90% acima da média do mês de julho, dependendo da localidade. Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a tendência é que esse cenário se repita em agosto.
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Nos meses de primavera e verão, a intensificação do fenômeno requer maior atenção em relação às chuvas e aos temporais, já que naturalmente esse período é mais chuvoso no Sul do Brasil. Com isso, episódios de chuva tendem a ser ainda mais frequentes, com acumulados totais maiores. Assim, aumenta também o risco para ocorrências associadas, como inundações e deslizamentos, além de temporais com vendavais.
As previsões até o momento indicam que este El Niño deve durar até, pelo menos, março de 2027. Essa condição potencializará a continuidade das chuvas acima da média no Sul do Brasil. Já as regiões Norte e Nordeste devem enfrentar chuvas mais irregulares, com volumes totais abaixo da média a partir de outubro.
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Uma carga de 1,5 tonelada de maconha foi apreendida durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil (PCSC) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada desta sexta-feira (14). A droga era transportada em duas caminhonetes que foram interceptados em Lajeado Grande, no Oeste de Santa Catarina.





