Medida foi adotada para identificar a causa de falhas recentes e danos registrados nos últimos anos
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar a integridade estrutural da Ponte Anita Garibaldi, localizada em um trecho da BR-101, em Laguna, no Sul de Santa Catarina. A medida foi adotada com objetivo de identificar a causa das falhas recentes e de danos registrados nos últimos anos.
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Ao serem questionadas pelo MPF, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a CCR Via Costeira, concessionária responsável pela rodovia, informaram que novas irregularidades foram constatadas. Segundo os laudos técnicos apresentados, dois cabos que ligam uma das torres centrais à via sofreram rompimento parcial.
Diante disso, a concessionária restringiu o tráfego de veículos para apenas uma faixa por sentido, com velocidade máxima de 50 km/h, e definiu um limite de peso para cargas excedentes com mais de 10 toneladas por eixo e largura superior a 4 metros. Além disso, a concessionária afirmou que dois cabos centrais e dois laterais foram reforçados como forma de assegurar o reforço estrutural.
Em nota, a CCR Via Costeira ressaltou que a estrutura da Ponte Anita Garibaldi permanece íntegra e apta à circulação de veículos dentro das condições estabelecidas. “Os resultados obtidos até o momento indicam que o tabuleiro apresenta comportamento adequado, dentro dos parâmetros esperados pelos especialistas que acompanham as atividades”, afirmou.
Ainda conforme a concessionária, as condições estruturais da ponte seguem sendo monitoradas, conforme o prazo inicial estabelecido de 60 dias, por meio de sensores, da realização de levantamentos topográficos e da definição dos novos reforços a serem implantados.
Histórico de problemas
De acordo com o MPF, o mesmo pilar já havia apresentado problemas em 2022, com o rompimento de barras de ligação da laje inferior e risco à estabilidade da obra. Na ocasião, obras de reforço foram realizadas e testes de carga posteriores sinalizaram o restabelecimento da rigidez da ponte.
Diante disso, a ANTT informou ao MPF que instaurou processo administrativo para apurar se os problemas recorrentes têm relação com eventuais vícios ocultos de construção. A obra da ponte foi executada sob a gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e passou a integrar o contrato de concessão da BR-101 em agosto de 2020.
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