26 de agosto de 2026
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Inundações deixam 157 mortos no Nepal e equipes de resgate buscam desaparecidos

Imagem: Reprodução / Redes Sociais.

Levantamento preliminar aponta 384 turistas incomunicáveis, sendo 291 estrangeiros e 93 nepaleses

A força da água transformou rios em caminhos de destruição no Nepal nesta quarta-feira (26). Pelo menos 157 pessoas morreram após uma série de inundações que atingiram diferentes regiões do país, especialmente o distrito de Rasuwa, próximo à fronteira com o Tibete. Centenas de pessoas continuam desaparecidas e as autoridades ainda avaliam a dimensão dos estragos. Imagens divulgadas pela polícia nepalesa mostram a violência da correnteza.

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Um rio transbordou e arrastou casas inteiras, deixando um rastro de destruição. Segundo as autoridades, as inundações podem ter atingido diversas áreas habitadas, e o balanço de vítimas ainda pode aumentar. Diante da dimensão da tragédia, o Exército do Nepal mobilizou 14 helicópteros e equipes especializadas para auxiliar nas operações de busca e resgate. As forças de segurança trabalham em conjunto com equipes médicas e da Cruz Vermelha para localizar desaparecidos e atender as pessoas atingidas.

Entre as preocupações estão centenas de turistas que ficaram incomunicáveis na região de fronteira com o Tibete. Um levantamento preliminar do Conselho de Turismo do Nepal identificou 384 viajantes cujo paradeiro ainda precisava ser confirmado. Do total, 291 são estrangeiros e 93 nepaleses. Entre os estrangeiros estão turistas da Índia, Estados Unidos, Reino Unido e Malásia.

O Ministério das Relações Exteriores informou à Band que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. As autoridades nepalesas, porém, continuam verificando as informações e tentando restabelecer o contato com pessoas que estavam nas áreas atingidas. Uma das hipóteses investigadas para explicar a inundação é a ocorrência de uma avalanche de gelo que teria atingido o rio Lhende. Segundo um cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu, a possibilidade ainda precisa ser confirmada e as causas exatas do desastre permanecem sob investigação.

A tragédia também atravessou a fronteira. No Tibete, território autônomo da China, um deslizamento de terra atingiu a região do Porto Gyirong, deixando pelo menos três mortos e várias pessoas desaparecidas, segundo autoridades e a imprensa oficial chinesa. O presidente chinês, Xi Jinping, determinou a mobilização de recursos para as operações de emergência e destacou como prioridade a localização e o resgate dos desaparecidos, além do atendimento aos feridos. Enquanto as equipes avançam entre áreas devastadas, Nepal e China enfrentam uma corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes e dimensionar as perdas provocadas pelas águas.

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