Jaison dos Santos desapareceu após sair para pescar na tarde de segunda-feira (24)
A Polícia Científica confirmou que o corpo encontrado na manhã desta sexta-feira (28) é de Jaison dos Santos, de 42 anos, que desapareceu ao sair para pescar o costão da Praia Brava, no Norte de Florianópolis. A vítima foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC) no começo do quinto dia de buscas.
Jaison era natural de Florianópolis e morava em Santo Antônio de Lisboa. Ele trabalhava como pintor e era um amante da pescaria. “Pensa numa pessoa calma, que não fazia mal pra ninguém, alma pura. Deus o tenha meus irmão!”, escreve a homenagem de um amigo em rede social.
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Jaison deixa familiares, incluindo uma filha que celebrava o aniversário na data do desaparecimento. Informações sobre o velório ainda não foram divulgadas.
Cinco dias de buscas
O pescador havia saído sozinho na tarde de segunda-feira (24) para pescar no costão da Praia Brava. Após não retornar até o período da noite, familiares acionaram o CBMSC, que deram início às buscas por volta das 21h em trilhas da região. Os trabalhos mobilizaram equipes em terra e um drone no perímetro entre a Ponta do Bota e a Ponta do Rapa.
Ao longo dos cinco dias de operação, segundo o CBMSC, as ações foram ampliadas e passaram a contar com atuação integrada por terra, mar e ar. Mais de 50 bombeiros militares de equipes especializadas estiveram envolvidos nas buscas, com embarcação de resgate, motos aquáticas, drones equipados com câmeras térmicas e um cão de busca.
As ações abrangeram costões, trilhas, praias e áreas marítimas da Praia Brava, da Praia dos Ingleses, da Lagoinha do Norte, de Ponta das Canas e de regiões em direção à Ilha do Arvoredo. O planejamento também contou com estudos consideraram as condições atmosféricas e oceanográficas para orientar a ampliação das áreas de interesse. Somente no quarto dia de buscas, a embarcação de resgate percorreu aproximadamente 158 quilômetros em varreduras marítimas.
Os trabalhos foram ainda mais desafiadores diante de encostas íngremes e de difícil acesso, e dos avisos marítimos emitidos pela Defesa Civil para a agitação do mar, que teve ondas de até três metros de altura próximos à costa. Segundo o CBMSC, a situação exigiu avaliação permanente dos riscos e adequação das estratégias e dos recursos empregados.
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