Chuvas intensas elevam umidade do ar e proliferam fungos; conheça métodos seguros e técnicas de impermeabilização
As fortes chuvas que atingiram a região Sul e Sudeste nas últimas semanas provocaram uma disparidade acentuada na umidade relativa do ar, resultando na proliferação de mofo, paredes úmidas e infiltrações em residências. O problema, intensificado pela saturação hídrica das alvenarias, desafia moradores que buscam alternativas práticas e seguras para conter a degradação dos imóveis e preservar a saúde respiratória.
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Nos últimos dias, os relatos de “parede suando” nas redes sociais aumentaram. Isso acontece devido a alta umidade relativa do ar, que nesta quinta-feira (10), está elevada em regiões dos estados do Sul e Sudeste. Portanto, o “suor” das paredes se trata da condensação dessa umidade. Para evitar a proliferação de fungos, é fundamental manter o ambiente ventilado e usar panos para secar as superfícies.
Para neutralizar mofos que já se instalaram, especialistas recomendam a aplicação de protocolos técnicos rigorosos que unem higienização direcionada e correção estrutural, mas há também soluções caseiras e seguras para se adotar no dia a dia.
- Ventilação cruzada: Abertura estratégica de vãos arquitetônicos para forçar a circulação de correntes de ar e acelerar a evaporação da saturação hídrica interna.
- Aplicação de ácido acético: Emprego de solução com partes iguais de vinagre branco e água sobre os focos, neutralizando a proliferação de mofo em até trinta minutos.
- Desinfecção com hipoclorito: Utilização de diluição de água sanitária para três partes de água em áreas críticas, com uso obrigatório de equipamentos de proteção individual.
- Barreiras hidrorrepelentes: Aplicação de selantes e tintas impermeabilizantes em paredes expostas para bloquear a absorção capilar da água da chuva.
Paredes ‘suando’ não significa infiltração por causa das chuvas
Em um dos relatos nas redes sociais, há o comunicado de um prédio informando que devido à cidade passar por uma “variação climática extrema”, paredes e pisos dos corredores e áreas comuns começaram a “suar”. “Não se trata de infiltração, vazamentos, mas sim de um fenômeno chamado condensação por choque térmico”, diz o comunicado.
A condensação por choque térmico acontece justamente quando o vapor de água presente no ar quente entra em contato direto com uma superfície que está a uma temperatura mais baixa.
Riscos à saúde: o perigo invisível da exposição prolongada ao mofo
Pessoas expostas a ambientes contaminados manifestam com frequência sintomas como congestão nasal, crises de tosse crônica, irritação nos olhos e agravamento de patologias respiratórias preexistentes, a exemplo da bronquite e da rinite alérgica.
Crianças, idosos e indivíduos com imunossupressão formam o grupo mais vulnerável, correndo risco elevado de desenvolvimento de infecções pulmonares severas quando a proliferação microbiana não é contida a tempo.
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