16 de setembro de 2026
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Política

Relatório detalha as últimas horas do ‘sicário’ de Vorcaro na cela da PF

Foto: Polícia Federal/Reprodução
Luiz Felipe Mourão era braço direito do dono do Banco Master e foi preso na Operação Compliance Zero

O relatório produzido pela Polícia Federal (PF) sobre o suicídio de Luiz Felipe Mourão, conhecido como o “sicário” de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, está entre os documentos que tiveram o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin. O documento traz detalhes inéditos sobre o fato, que foi investigado em sigilo.

De acordo com a PF, Mouão enforcou-se usando a própria camiseta em uma cela da Superintendência da corporação em Minas Gerais, sete horas após sua prisão, em 4 de março de 2026. Ele chegou ao prédio da PF por volta das 8h34 e se enforcou às 15h39.

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Durante o tempo em que esteve preso, imagens de câmeras de monitoramento no local mostram que Luiz Felipe Mourão fez uma ligação de seu celular, conversou com advogados, comeu torradas e bolo, bebeu refrigerante e foi ao banheiro três vezes.

Os registros mostram que Mourão conversou pela última vez com um de seus advogados na porta da cela, às 14h07. Em seguida, ele sentou “de cabeça baixa” e ali ficou por cerca de 15 minutos. Posteriormente, fez um lanche e deixou a cela para ir ao banheiro. Ao retornar, segundo o relatório, ele novamente sentou “cabisbaixo”.

A corporação ressalta imagens, momentos antes, nas quais o sicário olha para o teto da cela. “Luiz se levanta e dirige-se para a área do banheiro da cela, tocando o botão da camisa, desaparecendo do campo de visão da câmera, enquanto permanece nesse local. Luiz volta da área do banheiro, despido da camisa. Porém, com a camisa amarrada em volta do pescoço”, diz o documento da perícia marcando 15h24.

Luiz Felipe Mourão foi encontrado desacordado um agente da PF às 15h39. Às 15h42, ele é retirado da cela e às 15h43 socorristas iniciam as manobras de reanimação cardiopulmonar. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chega às 16h13 e leva o preso ao Hospital João XXIII, onde permaneceu internado até ter a morte encefálica confirmada.

Um inquérito foi instaurado pela PF para apurar as circunstâncias do suicídio. Para a corporação, Mourão não contou a participação de terceiros ou pressão externa para tirar a própria vida. A análise do caso observou laudos toxicológico, necroscópico, do local do crime, das roupas e do celular do plantão da PF.

Conselho Superior do MPF analisará mensagens de Vorcaro sobre Gonet

Debate foi marcado para 25 de setembro

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para 25 de setembro debate sobre o procedimento interno acerca das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.