Doença é considerada forma mais letal de infecção causada pela bactéria Y. pestis, mesma causadora da peste bubônica
Dezenas de pessoas foram colocadas de quarentena na Rússia após uma pesquisadora de 28 anos morrer por uma pneumonia de causas misteriosas na última sexta-feira (2). Ela trabalhava em um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria, o que levantou uma onda de especulações sobre um possível acidente de laboratório.
Nesta terça-feira (6), a agência reguladora de saúde da Rússia informou que não foram detectados casos de peste entre as pessoas que tiveram contato com a funcionária do Instituto Siberiano de Pesquisa da Peste que morreu. Já a Organização Mundial da Saúde disse na segunda-feira (5) que está em contato com as autoridades russas para verificar o ocorrido, quais testes estão sendo realizados e quaisquer possíveis implicações para a saúde pública internacional.
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O que é a doença?
A peste pneumônica é uma infecção pulmonar causada pela bactéria Yersinia pestis. Apesar de rara, a doença é considerada pelos cientistas a forma mais perigosa da infecção, podendo levar à morte. Ela é também a única forma da infecção bacteriana que transmitida diretamente de pessoa para pessoa, por meio de partículas respiratórias expelidas por tosse ou espirro.
A Y. pestis pode causar ainda outros tipos de peste. Sua forma mais comum, a peste bubônica, foi responsável por dizimar cerca de um terço a metade da população da Europa na Idade Média. Hoje, a doença pode ser facilmente controlada por antibióticos, mas sua transmissão ainda ocorre por meio de picadas de pulga ou quando a bactéria entra por um corte ou lesão na pele.
A peste bubônica provoca inchaço e dor nos gânglios linfáticos e pode evoluir para peste septicêmica. Esta, por sua vez, infecta a corrente sanguínea, podendo levar à falência de órgãos. Já a peste faríngea ataca a garganta depois que alguém ingere carne infectada.
Sintomas e tratamento
Na peste pneumônica, as partículas se alojam nos pulmões e podem desencadear uma pneumonia grave. Os sintomas podem começar dentro de 24 horas após a infecção e incluem dificuldade respiratória, febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, tontura, fraqueza, fadiga, náuseas, vômitos e diarreia.
O tratamento normalmente é feito com 10 a dias de antibióticos como ciprofloxacina, levofloxacina, moxifloxacina, gentamicina e estreptomicina, além de oferta de oxigênio e reposição de fluídos. A agilidade no tratamento é fundamental, já que pacientes que recebem antibióticos nas primeiras 24 horas após a infecção têm maior chance de sobrevivência.
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