Animal nasceu em Jaguaruna e morreu apenas dois dias depois; pesquisadores aguardam exames para confirmar o que provocou o óbito
Um possível ataque de cães é investigado como causa da morte de um filhote de elefante-marinho que nasceu em Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. O animal nasceu em 26 de setembro e morreu dois dias depois, em 28 de setembro. A suspeita surgiu durante a avaliação veterinária inicial, mas a confirmação depende de exames laboratoriais que podem levar até 60 dias para serem concluídos. O nascimento foi considerado raro e histórico, já que a espécie costuma se reproduzir na região da Patagônia Argentina. Após a morte do filhote, o corpo foi submetido a uma necropsia, procedimento que busca identificar as possíveis causas do óbito. Durante a análise inicial, os veterinários encontraram indícios de interação com cães.
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Segundo André Barreto, coordenador-geral do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) em Santa Catarina e no Paraná, as conclusões preliminares precisam ser complementadas pelos resultados dos exames laboratoriais antes de determinar o que aconteceu.
O corpo do animal foi encaminhado ao Laboratório de Zoologia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), onde são realizados os exames complementares. O professor Pedro Castilho, da Udesc, afirmou que há fortes indícios de interação com cães, mas ressaltou que a causa da morte só poderá ser confirmada após a conclusão do laudo necroscópico.
Mãe do filhote foi vista no Norte de SC
Após a morte do recém-nascido, a mãe do filhote continuou sendo avistada no litoral catarinense. O último registro mencionado pelas equipes ocorreu na quarta-feira (7), na praia de Ubatuba, em São Francisco do Sul, no Norte do estado, a cerca de 320 quilômetros de Jaguaruna.
A causa da morte do filhote permanece sob investigação, e a conclusão depende dos resultados dos exames laboratoriais.
Ataques de cães a animais marinhos preocupam
Casos envolvendo cães e animais silvestres nas praias catarinenses têm sido registrados por equipes de monitoramento. De acordo com o PMP-BS, foram contabilizadas 10 ocorrências de ataques de cães a animais marinhos em 2026. Todos os casos registrados envolveram lobos-marinhos, a maioria no Sul do estado. Além dos ataques a animais em descanso nas praias, pesquisadores também relatam ocorrências envolvendo cães que avançam contra profissionais responsáveis pelo monitoramento da fauna.
Os especialistas reforçam a importância de manter os animais domésticos sob controle nas praias, especialmente em locais onde há presença de espécies silvestres. A aproximação pode colocar em risco tanto a fauna quanto as pessoas que atuam no resgate e no acompanhamento desses animais.
Caminhão afunda em rio e motorista luta para respirar por quase 3 horas em SC
Homem de 66 anos transportava 3 mil litros de leite quando o veículo caiu na água; socorristas improvisaram um tubo para ajudá-lo a respirar durante o resgate
Um motorista de 66 anos ficou preso por quase três horas dentro da cabine submersa de um caminhão após o veículo cair em um rio na tarde de sexta-feira (9), no bairro Vila Nova, em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O homem transportava cerca de 3 mil litros de leite e precisou respirar com o auxílio de um tubo flexível improvisado pelos socorristas enquanto as equipes trabalhavam para retirá-lo do veículo. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMSC), a cabine ficou inundada após a queda do caminhão. Para permitir que o motorista respirasse durante a operação, os socorristas forneceram uma mangueira flexível improvisada enquanto organizavam o resgate.





