15 de outubro de 2026
TVBV ONLINE
Filipe Costeira

O vexame da SAF: Figueirense continua refém da incompetência administrativa

Foto: Paulo Barbosa / FFC

Ontem publiquei aqui nesta coluna sobre o milagre que ocorre dentro do Figueirense, em que o técnico Raul Cabral e o Túlio Lustosa vêm fazendo um ótimo trabalho, mesmo com todas as dificuldades. E hoje, coincidência ou não, o treinador em entrevista coletiva externou todas as suas insatisfações e chamou a diretoria para a responsabilidade, reclamando de salários atrasados e das incertezas que o turbilhão externo provoca no elenco e até no próprio andamento de seu trabalho.

Eis que hoje pela manhã, logo após a coletiva do treinador, veículos de imprensa noticiaram que a Pansports teria até esta sexta-feira para apresentar, de fato, alguma proposta concreta ao clube; caso contrário, estaria fora do clube e do projeto de SAF do Figueira.

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Este é apenas mais um capítulo vexatório que o Conselho Deliberativo do Figueirense impôs à instituição. No período de aprovação da Pan, em que por unanimidade aprovaram a entrada do grupo de Edson Silva e Guillermo, todos foram a favor e disseram ser a favor deste grupo “bem-intencionado” no clube. O fato é que até agora, depois de todas as falácias, promessas e narrativas, o Figueirense está exatamente como estava há quatro meses: quebrado, endividado, fora da Série B, com transfer ban e com sérios problemas que deixam qualquer investidor ou administrador sem coragem de investir no clube — ou de simplesmente olhar para frente e enxergar algum tipo de melhora, previsibilidade ou planejamento.

O Figueira se tornou refém de seus atos errôneos, virou uma caricatura de instituição e paga pela incompetência de todos que ali estavam. Eu, sinceramente, não sei mais a quem criticar e a quem poupar: quem foi conivente, quem deixou isso acontecer ou quem, por simples inocência, colocou o clube nesta situação.

Raul Cabral jogou no ventilador aquilo que todos precisavam ouvir. Com outras palavras, ele disse: “Olha, estamos aqui, não esqueçam da gente! Temos jogos, temos obrigações e estamos fazendo a nossa parte, mas a contrapartida não está vindo”. Quanto à saída da Pan e à chegada de um novo investidor, nada de novo existe de positivo no horizonte. A torcida alvinegra precisa cobrar e fiscalizar; caso contrário, eu não sei o que será do 2027 do Figueirense.

Chapecoense precisa ser perfeita no final da série A para evitar rebaixamento

Veja do que a representante catarinense na elite precisa fazer para permanecer na primeira divisão

A Chapecoense, única representante de Santa Catarina na Série A do Campeonato Brasileiro de 2026, faz uma campanha muito aquém da esperada. Em 29 jogos disputados, a equipe conquistou apenas 18 pontos, com três vitórias, nove empates e 17 derrotas. O desempenho faz o time ocupar a lanterna da competição e, faltando nove jogos para o fim, precisar de um aproveitamento perfeito na reta final para escapar do rebaixamento.