Capital do Amazonas entra no nono dia coberta por fumaça
Manaus amanheceu neste sábado (17) encoberta por uma densa camada de fumaça, com a qualidade do ar atingindo níveis extremos de poluição. Às 6h30, a concentração de partículas finas (PM2,5) chegou a 401,4 microgramas por metro cúbico, segundo monitoramento divulgado pela Defesa Civil municipal. Diante do agravamento da crise ambiental, o prefeito Renato Junior fez um apelo por uma mobilização urgente de autoridades estaduais, nacionais e internacionais.
> Siga nosso canal no WhatsApp e receba as notícias do TVBV Online em primeira mão
“Manaus está sendo sufocada e o mais revoltante é que a nossa cidade não está promovendo as queimadas, mas está pagando um preço altíssimo por elas. Isso é inaceitável”, afirmou o prefeito. A Defesa Civil enviou alertas pelo celular pedindo para os moradores evitarem a exposição e usarem máscara ao sair de casa. Há semanas, cidades da Região Metropolitana de Manaus enfrentam os efeitos da fumaça intensa, que levaram ao cancelamento de aulas e à suspensão de atividades ao ar livre.
A capital amazonense enfrenta mais um episódio crítico de fumaça provocada por queimadas na região. A poluição compromete a visibilidade, altera a rotina da cidade e amplia os riscos à saúde, especialmente de crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias. Renato Junior afirma que a prefeitura tem adotado medidas dentro de suas competências, mas ressalta que a origem do problema ultrapassa os limites do município.
“Só este ano já plantamos mais de 40 mil árvores, estamos irrigando praças e árvores durante a noite, intensificando as conscientizações não somente na área urbana, mas também na área rural. Estamos fazendo a nossa parte, mas volto a repetir: Manaus não está em chamas. As chamas vêm de outros municípios e até de outros estados.”
O prefeito também orientou a população a evitar a exposição à fumaça e reforçou que as unidades básicas de saúde estão disponíveis para atender possíveis ocorrências relacionadas à poluição. Ao cobrar uma resposta coordenada, Renato Junior elevou o tom do apelo e chamou a atenção para a dimensão da emergência ambiental.
“Não podemos continuar pagando com a saúde da nossa população por queimadas que não provocamos. Chega! Precisamos de providências, precisamos de ajuda. Manaus pede socorro.”
Título
Subtítulo
Parágrafo





