Vítima acionou o botão do pânico após ser ameaçada pelo homem; caso segue em investigação pelo Ministério Público
O homem que confessou ter matado a ex-companheira em Ipira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia, após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A mulher foi encontrada morta dentro de um rio na comunidade rural de Linha Capelinha, na terça-feira (20 de outubro). O caso é investigado como feminicídio, e o suspeito permanecerá preso enquanto as investigações prosseguem. Segundo o Ministério Público, a prisão preventiva foi solicitada para garantir a ordem pública e evitar possíveis interferências nas apurações.
A promotora de Justiça Luciana Leal Musa, responsável pelo pedido, destacou a gravidade do caso e o suposto histórico de ameaças contra a vítima. “Diante da gravidade concreta do caso e do suposto histórico de ameaças, a prisão é um elemento fundamental”, afirmou a promotora. A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Capinzal aguarda a conclusão do inquérito policial para apresentar a denúncia contra o investigado e solicitar que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri.
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Conforme informações apuradas até o momento, o homem teria descumprido uma medida protetiva de urgência e ido até a residência da ex-companheira na manhã de terça-feira. A mulher chegou a acionar o botão do pânico. Ao atender à ocorrência na comunidade de Linha Capelinha, a Polícia Militar encontrou o corpo dela dentro de um rio.
Horas depois, o suspeito se apresentou à delegacia de Presidente Castelo Branco, município vizinho, onde foi preso em flagrante. De acordo com as informações divulgadas, ele e a vítima foram casados durante 16 anos, tiveram dois filhos e encerraram o relacionamento em abril deste ano. Segundo o MPSC, após o fim do relacionamento, o homem teria enviado mensagens ameaçadoras à ex-companheira. Entre as frases atribuídas a ele, estaria a afirmação de que, se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.
Após um período de aparente tranquilidade, as ameaças teriam se intensificado no fim de setembro de 2026, acompanhadas de comportamentos agressivos e intimidadores. Diante da situação, em 8 de outubro, a mulher procurou a Delegacia de Polícia de Ipira, registrou um boletim de ocorrência, relatou temer pela própria segurança e solicitou medidas protetivas de urgência.
Dados apontam risco de feminicídio em áreas rurais
O caso também chama a atenção para os desafios de prevenção da violência contra mulheres que vivem em áreas rurais e municípios de pequeno porte, onde o acesso aos serviços de proteção pode ser mais limitado.
De acordo com o Mapa do Feminicídio elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, 71% dos feminicídios analisados foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas. O levantamento também aponta que 68,9% das mulheres assassinadas tinham histórico prévio de violência. Para o Ministério Público, os dados reforçam a importância de identificar sinais de risco e garantir que denúncias de ameaças e violência doméstica resultem em medidas efetivas de proteção.
O Mapa do Feminicídio está disponível para consulta no site do MPSC.
Tragédia na SC-283: Jovem de 23 anos morre em colisão frontal no Oeste
Carro teria invadido a pista contrária e atingido a moto; vítima morreu no local do acidente
Um jovem motociclista de 23 anos morreu após uma colisão frontal entre a moto que conduzia e uma carro na SC-283, em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, na quinta-feira (22). O acidente ocorreu no km 9,3 da rodovia. A motorista da caminhonete, de 50 anos, não se feriu. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a colisão aconteceu quando o carro invadiu a pista contrária e atingiu frontalmente a motocicleta. A dinâmica foi apontada com base na posição dos veículos, no ponto de impacto e nas marcas deixadas na rodovia.





