O futebol da capital regrediu aos anos 90. Voltamos no tempo quase 30 anos, na época em que nos bastavam os títulos estaduais, arquibancadas de concreto e um futebol competitivo apenas contra times pequenos. Naquele tempo, competir com grandes clubes do cenário nacional era um sonho. Ser grande significava ter mais títulos estaduais, e um acesso à Série B representava o sonho de chegar à elite.
O tempo passou. Avaí e Figueira viveram tempos de glória. O Figueira permaneceu por sete anos seguidos na primeira divisão nacional, protagonizando grandes feitos dentro e fora do Scarpelli. O Furacão do Estreito foi temido e respeitado nos quatro cantos do país, com grandes jogadores que vestiram a camisa alvinegra, como Edmundo, Clebão, Fernandes, Julio Cesar, Wilson e companhia.
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No Avaí, o time também viveu seu auge nos anos de 2009 e 2010. Contava com um grande elenco que fez história, conquistando a melhor colocação de um time catarinense na primeira divisão nacional. Jogadores como Muriqui, Evando, Marquinhos, Eltinho, Bruno Silva, Léo Gago, entre tantos outros, passaram por aqui e fizeram história, cravando seus nomes na vitoriosa passagem pela Série A. As torcidas jogavam junto, acreditavam nos times, entendiam o bom momento e sentiam orgulho de ambos os clubes que representavam Santa Catarina no cenário nacional.
O tempo passou e os times ainda tiveram grandes conquistas, mas, aos poucos, o prestígio foi indo embora. As grandes revelações foram ficando para trás; alguns acessos à primeira divisão vieram, mas outras quedas também aconteceram. Nada que fosse sustentável o suficiente para manter os times vivos e competindo na elite.
Em doses homeopáticas, vimos o Figueira começar a lutar para permanecer na segunda divisão e, logo em seguida, a queda para a terceira, de onde nunca mais saiu, permanecendo lá nos últimos seis anos. Também em pequenos passos, vimos o Avaí — outrora protagonista da Série B, onde brigava por acesso e sempre era competitivo — começar a ser um mero figurante, apenas ocupando a parte de baixo da tabela da segunda divisão nacional, até culminar, neste ano, com o já sentenciado rebaixamento à Série C.
Os times da capital agonizam, muito pela falta de dinheiro, mas principalmente pela incompetência de seus gestores que, nos últimos 8 ou 10 anos, deixaram os clubes em situações deploráveis. O futebol de Florianópolis vive seu pior momento dos últimos 30 anos. De um lado, um time sem previsibilidade alguma, sem poder fazer o planejamento para o dia seguinte, sem saber o que vai acontecer na semana que vem; de outro lado, um clube que vai cair para a terceira divisão, que tem um time mal montado e uma torcida desacreditada por tudo o que acontece.
Muito da força de um clube passa por sua torcida, e os dois times têm essa força. Se engajadas, ambas conseguem ajudar. Mas o futebol mudou, o mundo mudou e a economia também. O que vemos hoje é uma disparidade financeira na qual pequenos clubes sem torcida e sem a história dos nossos se encontram mais estruturados dentro e fora de campo. Por isso o futebol de Florianópolis está ficando para trás. Futebol não se faz mais somente com história, torcida e peso de camisa; futebol se faz com dinheiro e competência. E essas duas últimas passaram longe do Scarpelli e da Ressacada nos últimos anos. O resultado é o que vemos dentro de campo: duas caricaturas de times que levam as duas instituições ao sucateamento.
É preciso rever tudo. É preciso entender que organização, trabalho, inteligência e experiência também fazem parte do negócio do futebol. Como disse anteriormente, times como Avaí e Figueirense não vivem apenas de suas torcidas, vivem de suas marcas, de investimento na base e, sim, do apoio de uma SAF. Esta é a nossa realidade de mercado e somente isso, a esta altura do campeonato, pode salvar os clubes. A questão está em quem confiar e em quem acreditar para um projeto seguro.
Recentemente, tivemos a grande decepção com a Pansports no Figueirense e, atualmente, o Avaí vive a expectativa de a Kactus assinar o contrato e assumir o clube. Ambos, Avaí e Figueira, dependem de terceiros para se manterem vivos e competindo em alto nível. Caso contrário, o retrocesso pode ser ainda maior. Ao torcedor resta esperar que os profissionais que estão à frente dos clubes tenham competência para redirecionar o caminho das duas paixões da capital rumo ao sucesso e às conquistas novamente.
Neymar é denunciado por confusão com Nestor; veja possíveis punições
Craque foi expulso pro cobrir a boca em discussão com meia do Bahia
Neymar foi denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol pela expulsão por cobrir a boca em discussão com Rodrigo Nestor no empate entre Santos e Bahia pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro. O camisa 10 será julgado pelo órgão na próxima quarta-feira (28). Além da ação de cobrir a boca, o craque correu em direção ao banco de reservas da equipe tricolor e precisou ser contido por companheiros, conforme o árbitro Sávio Pereira Sampaio relatou na súmula.





